Jorge Carvalho: “Haverá maior estímulo do que o amor que temos pela nossa terra? Para mim não.”

Licenciado em Administração Pública, Regional e local, Poeta, funcionário das finanças e treinador de uma de juniores de futebol, Jorge Carvalho é o primeiro candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Alijó.

O que leva a candidatar-se à Câmara Municipal de Alijó? 

Em primeiro lugar o amor à terra. Em segundo a essência que nasceu comigo de ajudar as pessoas. Haverá maior incentivo do que servir as pessoas? Haverá maior estímulo do que o amor que temos pela nossa terra? Para mim não, ainda assim, a minha candidatura à Presidência da Câmara Municipal de Alijó é um desafio sustentado nos sentimentos mas também na convicção de que posso acrescentar mais e melhor vida a este nosso concelho através de um projecto sustentável em que as pessoas estão em primeiro lugar. Sou de cá. Vivo vá. Investi cá toda a minha vida.  Isto por si só não me dá mais créditos, mas dá-me força, sensibilidade e estímulo para acreditar que posso fazer deste concelho um exemplo de evolução a nível nacional. Afinal temos pessoas, temos o coração do Douro, temos o Vale do Tua, temos o Pinhão e temos uma riqueza florestal como muitos desejariam, ou seja, temos tudo para permitirmos um futuro promissor. Estou cá por tudo isso e sobretudo pelo futuro dos nossos filhos.  

Quais as ideias principais do seu programa eleitoral? 

Temos várias e inovadoras. O programa eleitoral já circula pelas mãos das pessoas, estou certo que será reconhecido por ser inovador e totalmente executável. Julgo ser oportuno realçar que desceremos a taxa do IMI, estimularemos a natalidade com incentivos monetários com efeito retroactivo e serão distribuídas casas para casais que regressem e para os casais que queiram fixar-se no concelho. Acabaremos com a Derrama para ajudar as empresas e desceremos o preço da água para um valor justo e suportável às famílias. 

Investiremos nas cooperativas, por considerarmos serem vitais para o futuro dos agricultores.  

Abriremos as portas de um gabinete de apoio aos projectos e obras das empresas comerciais 

e agrícolas. Construiremos um parque de campismo e auto-caravenismo. 

Executaremos uma rede de miradouros espectacular e caminhos pedestres ao longo dos rios Pinhão, Tua, Tinhela e Douro. 

Estaremos ao lado do comércio local com medidas de incentivo e políticas de revitalização.  

Apresentamos obras de sonho para o Pinhão, zona ribeirinha de Castedo do Douro e do Vale do Tua, mas não esqueceremos nenhuma freguesia ou povoação. Investiremos na prevenção e 

manutenção da floresta em toda a zona norte do concelho, nomeadamente com a criação de um Parque Biológico devidamente integrado na protecção da fauna e da flora. É um programa detalhado, que aproveito para dizer que foi elaborado com a participação dos munícipes. Somos em tudo uma lista diferente e de inclusão. Não esqueceremos nunca os jovens e lembrar-nos-emos em todos os momentos dos mais velhos.  

O concelho de Alijó está ainda sob o programa de recuperação de endividamento, o que pretende fazer com vista à saída deste programa? 

Os 20 anos de governação Socialista foram uma catástrofe que arrastaram o município para uma situação de rotura financeira, é um facto, mas isso, por si só são justifica a inércia e inactividade do PSD dos últimos 4 anos. Há restrições legais que têm de ser respeitadas. Respeitá-las-emos, mas há muitas formas de fazer mais e melhor com menos desperdício. Será esse o nosso princípio. Manter o rigor das contas, mas governar para as pessoas e com as pessoas. O PSD local encarnou a política de Passos Coelho e transformou-se numa espécie de TROIKA tendo abandonado as crianças, os jovens, os idosos, os desempregados, os agricultores, a cultura, o desporto e as terras e virado exclusivamente para as contas bancárias e ajustes financeiros. Estaremos cá para inverter tudo isto mantendo a disciplina financeira e o cumprimento dos acordos existentes. O Turismo, o comércio local e as zonas Industriais do Freixo e de Alijó têm de ter instrumentos de investimento de forma a criarem maior atracção de riqueza económica e emprego, mas com uma intervenção positiva e estratégica da Autarquia. Só assim conseguiremos fazer evoluir o tecido económico local, atrair investidores e criar uma dinâmica totalmente diferente e mais enriquecedora para todos.  

A desertificação do concelho é um problema? Como o pretende colmatar? 

Infelizmente a desertificação é um problema a nível nacional, com principal preponderância no interior, mas como referi já anteriormente vamos disponibilizar medidas especificas de incentivo à fixação, desde logo com a criação de uma escola profissional e tecnológica o que evita a saída precoce de muitos jovens que procuram outras saídas profissionais e não mais regressam, bem como através da disponibilização de habitação para jovens casais e incentivos à natalidade. Por outro lado, ao estimularmos o tecido económico, seja através do comércio, industria, agricultura e turismo, estaremos a criar novos empregos e consequentemente a fixar e a atrair mais pessoas. Eu não me resigno que temos de perder centenas de pessoas anualmente e sobretudo perder jovens recheados de valor e conhecimento.  

Quais são as suas expectativas para o dia 1 de outubro? 

Comecei esta caminhada sozinho. Entregamos as listas com praticamente uma centena de pessoas. O Bloco de Esquerda nunca teve neste concelho uma candidatura, apresenta-se à Câmara, à Assembleia Municipal e às freguesias de Alijó, Castedo e Cotas, Favaios, Santa Eugénia e Vila Verde, portanto, ter chegado aqui e estar rodeado de tanta gente com tanto valor e com tanta vontade em disputar esta luta e agitar este “mercado pantanoso” que tem sido um cacique do PS e do PSD-CDS só por si já é uma grande vitória. Mas pela receptividade que temos recebido das pessoas, muitas até em silêncio, acredito que podemos eleger um vereador e assim sermos o garante de uma verdadeira democracia que tanta falta nos faz para uma política mais íntegra e equitativa. Eu acredito nos meus conterrâneos. Só espero que eles também acreditem em mim. 

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