José Paredes: “Esta coligação pode fazer muito mais por Alijó”

Eleito há quatro anos como vereador municipal, José Paredes avança agora para a eleição em coligação com o CDS-PP. A aposta na promoção do concelho e no desenvolvimento humano e infraestrutural de Alijó são as bases da sua candidatura.

O que o leva a candidatar-se à Câmara Municipal de Alijó?

Quando o executivo, do qual faço parte, chegou ao poder em 2013, vimo-nos na obrigação de resgatar o município de uma situação financeira complicada. Alijó ocupava a 6ª posição do ranking das autarquias mais endividadas, depois de todo o trabalho que fizemos e segundo indicadores recentes estamos neste momento no 7º lugar dos menos endividados.

Este foi um trabalho duro e complexo que tivemos que fizer portanto, sentimos agora necessidade de dar outra dimensão ao nosso trabalho, uma dimensão mais virada para as pessoas e para a projeção do nosso município a nível nacional e internacional pois temos potencialidades turísticas que nos obrigam a pensar assim.

Em Dezembro de 2016 conseguimos sair, oficialmente, do excesso de endividamento e readquirimos a autonomia financeira que nos permite agora outro tipo de gestão, estando agora em condições de fazer outras coisas em prol das pessoas.

Motiva-me muito o trabalho que fizemos ao longo deste 4 anos e sinto uma força extraordinária em agora poder fazer o trabalho seguinte que é o de reforçar a credibilidade ao município e fazer coisas boas pelas pessoas.

Ao contrário do que aconteceu em 2013, apresenta-se a estas eleições em coligação com o CDS-PP, qual a razão para esta mudança?

Esta não é a primeira vez que concorremos coligados ao município de Alijó, já aconteceu outras vezes no passado.

Este ano consideramos que devia ser assim pois existe uma franja muito significativa da nossa população que deve ter voz na gestão municipal. Desta forma iniciamos contactos com o nosso atual parceiro de coligação tendo sido possível chegar a um entendimento. Acima de tudo consideramos que juntos seremos mais fortes.

Falando agora mais concretamente do seu programa eleitoral. Quais são as ideias orientadoras desta candidatura?

O concelho de Alijó é, sem dúvida, um concelho com um forte potencial turístico e nós sentimos que, devido às contingências financeiras a que estivemos sujeitos, não nos permitiram dar a devida atenção a este setor, por isso esta será uma das nossas grandes apostas.

Atualmente chegam ao nosso concelho cerca de 350 a 400 mil turistas pelo Pinhão, que consideramos ser a principal porta de entrada no nosso concelho, no entanto faltam ainda infraestruturas para receber toda esta gente nas melhores condições.

Por esta razão temos um projeto ambicioso para o Pinhão, que engloba diversas entidades públicas e privadas, prevendo uma reabilitação de toda a baixa da vila, quer a nível subterrâneo, quer a nível do alargamento da principal avenida que a atravessa. Este não é um projeto para um ano mas para um mandato, portanto, vamos começar ela principal porta de entrada do nosso concelho.

Temos também um investimento muito significativo para atrair ainda mais turistas, que passa pela recuperação de um imóvel histórico em Alijó e a sua conversão num centro de mostra e amostra dos nossos produtos regionais, com um forte enfoque nos vinhos que permitirá a quem o visitar provar o que de melhor se faz aqui e uma viagem pelos sentidos do vinho. Este será um investimento superior a 400 mil euros.

Aproveitando a beleza natural que o Douro nos oferece, queremos ainda desenvolver um roteiro que permita, ao turista, visitar as diferentes zonas do nosso concelho. Desta forma podemos desconcentrar o fluxo de turistas que chega, por exemplo, ao Pinhão, levando-o a passear por diferentes pontos de interesse espalhados pelo concelho. Neste momento, o que vemos é que os turistas chegam ao nosso concelho, envolvidos num pacote turístico que prevê uma circulação muito reduzida, por isso, as mais-valias para os agentes económicos da nossa região são muito reduzidas, é isso que queremos alterar.

Ainda no setor do turismo, outro projeto que temos, e que já está em andamento, é a instalação de duas lojas completamente digitais, uma no centro da vila de Alijó e outra no Pinhão. A ideia é que, o turista, uma vez chegado ao nosso concelho pode ter toda a informação disponível sobre os nossos pontos de interesse e aspetos culturais.

Ao nível da habitação temos também grandes preocupações. Sendo Alijó um município do interior, sofremos muito com a desertificação, em especial das nossas aldeias, por isso, temos um plano para agilizar o processo de recuperação de imóveis nas nossas aldeias para primeira habitação.

Outra preocupação que temos é o de estar próximo das pessoas, por isso, temos um plano para que as juntas de freguesia estejam abertas todos os dias em horário de expediente, permitindo assim às populações uma maior celeridade na resolução dos seus problemas, evitando sucessivas deslocações à sede de concelho. Esta é uma medida de consideramos essencial para aproximar a população dos decisores.

Ainda no campo das nossas pretensões para o próximo mandato, queremos constituir um Conselho Consultivo, composto por figuras da nossa sociedade e que não tenha qualquer ligação política. Este conselho irá analisar as necessidades mais prementes da população, fazendo-as chegar ao município que, sobre elas, tomará medidas políticas para a sua resolução.

Para terminar, quais são as expectativas para o dia 1 de Outubro?

É costume dizer-se que o povo é soberano, e o povo vai falar. Posso, no entanto, dizer que estou confiante no trabalho que fiz, enquanto vereador do atual executivo, e tenho a certeza que as pessoas vão reconhecer esse esforço.

Foi uma caminhada muito complexa. Resgatar o município de uma situação de pré-falência não foi fácil e exigiu um esforço muito grande, por isso acredito que esta coligação pode ainda fazer muito mais por Alijó.

Estou confiante que vamos chegar à vitória para que possamos finalmente afirmar a nossa terra.

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