Miguel Rodrigues: “Aceitei o convite pela necessidade de nos mobilizarmos em defesa do concelho”

Miguel Rodrigues é candidato independente ao município de Alijó, numa lista apoiada pelo PS. Com 16 anos de experiência política autárquica, acredita que o concelho precisa de uma mudança de rumo sob o seu comando.

O que o leva a candidatar-se à CM de Alijó nestas eleições?

Serei candidato independente à Câmara Municipal de Alijó pelo Partido Socialista. Aceitei o convite que me foi feito pelo PS pela necessidade de nos mobilizarmos em defesa do concelho, para um novo ciclo autárquico de desenvolvimento, confiança e abertura.

Depois de já se ter candidatado nas listas do PSD, da coligação PSD-CDS e, como independente, como surge esta candidatura nas listas do PS?

Tenho neste Município um percurso autárquico de 16 anos de que me orgulho, revelador da minha profunda ligação ao Concelho. Iniciei esse percurso político num partido do qual, em consciência, me afastei, mas não me distanciei do Concelho e das suas preocupações.

Por isso, em 2013, liderei uma lista independente ao Município; fui eleito vereador independente na Câmara Municipal de Alijó e, na oposição camarária onde atualmente está também o PS, tenho dado o meu contributo para uma melhor governação concelhia.

Após este trabalho, lado a lado, nos últimos quatro anos, convidou-me o Partido Socialista de Alijó para ser o seu candidato a Presidente da Câmara. O que representa um reconhecimento do trabalho que fiz como vereador, mas também surge com naturalidade, depois do trabalho conjunto feito na oposição neste mandato que está a terminar.

Quais são as principais ideias do programa eleitoral com que se apresenta a estas eleições?

O nosso programa eleitoral será apresentado no início de setembro, mas assenta em três pilares fundamentais:

– Mudança de atitude, abrindo o concelho e quebrando as barreiras de isolamento que foram erigidas nestes últimos anos pelo executivo do PSD.

Neste período, o Município de Alijó tem estado ausente de todos os fóruns regionais e nacionais em que se decide o seu futuro, tendo o executivo camarário faltado sistematicamente às reuniões das Associações de Municípios de que faz parte, da CIM-Douro, da Agência do Vale do Tua e outros organismos onde se debatem e decidem questões tão importantes como os fundos comunitários.

Connosco, o Município de Alijó terá uma palavra a dizer em todas as entidades em que tem assento e irá readquirir o protagonismo que lhe é devido a nível regional.

– Coesão social, apresentando medidas a uma população cada vez mais envelhecida e que por isso carece de respostas que vão de encontro às suas necessidades, bem como um apoio muito empenhado ao movimento associativo do concelho que foi muito esquecido nestes quatro anos.

– Desenvolvimento económico, privilegiando a promoção de condições para a criação de riqueza e emprego, assim combatendo o despovoamento do concelho e permitindo a fixação das pessoas, em particular dos jovens.

Para finalizar, quais são as suas expectativas para o próximo dia 1 de Outubro?

Esta candidatura apresenta-se ao eleitorado com a convicção de que é a que melhor está em condições de servir os interesses do concelho, pelas pessoas que integra, a sua experiência e a sua capacidade. Não é por acaso que o nosso slogan é “O Concelho é o Nosso Partido”.

Tenho a expectativa de que o eleitorado, no dia 1 de outubro, pense sobretudo no que é o melhor para o concelho de Alijó. E, por isso, tenho a convicção muito serena, mas também muito firme, de que vamos ganhar.

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