Peso da Régua é Cidade Cinco Estrelas 2019

A cidade de Peso da Régua foi distinguida com o galardão “Cinco Estrelas Regiões 2019”, na temática Sítios e Património. A região do Douro recebe ainda mais cinco distinções, sendo três ligados à temática gastronómica.

Portugal é reconhecido pelo seu clima, pela sua gastronomia, pelas paisagens, pela riqueza cultural e pela simpatia e acolhimento do povo.

O “Prémio Cinco Estrelas Regiões” é um sistema de avaliação que mede o grau de satisfação que produtos, serviços e marcas de origem portuguesa conferem aos seus utilizadores, tendo como critérios de avaliação as 5 principais variáveis que influenciam a decisão de compra dos consumidores. Desta forma, pretende dar-se visibilidade a estas marcas, que pela sua tipologia se caracterizam por oferecer um serviço de grande proximidade, tão valorizado por todos.

Através de um inquérito nacional, com nomeações diretas pela população, foram identificados os ícones nacionais mais relevantes para os portugueses, ao nível de elementos culturais, recursos naturais, monumentos e património, aldeias, vilas e cidades, gastronomia e produtos naturais e típicos do nosso país.

Assim, na região duriense, para além da Cidade de Peso da Régua foram ainda distinguidas as Cristas de Galo e o Barro de Bisalhães de Vila Real, o Queijo da Cardanha de Torre de Moncorvo, o Vintage House Hotel no concelho de Alijó e a Feijoada à Transmontana, oriunda de Murça.

Peso da Régua

Origem (distrito): Peso da Régua (Vila Real)

Categoria: Aldeias, Vilas e Cidades

Situada junto ao Rio Douro, esta localidade teve um papel preponderante na produção e comercialização do Vinho do Porto, pois era a partir daqui que as pipas de vinho eram transportadas em barcos rabelos até Vila Nova de Gaia, onde o vinho envelhecia nas caves.

As vinhas cultivadas em socalcos nas encostas junto ao rio oferecem belíssimos panoramas que podem ser admirados dos muitos miradouros da zona de que se destacam os de São Leonardo em Galafura e de Santo António do Loureiro.

Feijoada à Transmontana

Origem (distrito): Murça (Vila Real)

Categoria: Cozinha tradicional

A feijoada à transmontana é um prato da gastronomia portuguesa que tem origem na região de Candedo. É preparado com feijão encarnado ou feijão branco grande, orelha, focinho e chispe de porco fumados, vários tipos de enchidos que, depois de cozidos, são refogados; pode levar tomate, couve, cenoura e outros condimentos. Normalmente, é acompanhada por arroz branco ou arroz-de-forno bem seco.

Barro Preto de Bisalhães

Origem (distrito): Vila Real (Vila Real)

Categoria: Artesanato

O Barro Preto de Bisalhães, reconhecido como património cultural nacional, integra a Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente (UNESCO), pelo seu original processo de confeção. Este dá ao barro a sua cor característica, criando-se peças através de técnicas ancestrais que foram aperfeiçoadas ao longo de gerações, daí o seu carácter único e especial para a região. O barro é picado até se desfazer em pó, as impurezas são removidas e a mistura com a água cria a matéria-prima. Depois o oleiro dá-lhe forma na roda e a cozedura faz-se num forno aberto no chão.

Vintage House Douro

Origem (distrito): Pinhão (Vila Real)

Categoria: Enoturismo

Situado na margem do Douro, The Vintage House proporciona um ambiente calmo e aprazível, dispondo de belos jardins, 50 quartos espaçosos e confortáveis, dos quais 47 com varanda ou terraço sobre o Douro. No restaurante, é possível apreciar aromas e sabores confecionados a preceito por uma cozinha tradicional, completada por uma vasta e cuidada seleção de vinhos. A esplanada, é o sítio ideal para uma amena conversa de final de tarde apreciando um bom Vintage. Para aqueles momentos de descontração e lazer, o hotel reserva o campo de ténis, a piscina exterior à margem do rio, e o bar biblioteca. E se ainda assim não chegar, tem sempre o Douro para descobrir a pé, de comboio e/ou de barco. O hotel foi totalmente renovado em 2016.

Cristas de Galo

Origem (distrito): Vila Real (Vila Real)

Categoria: Doçaria Regional

Os Pastéis de Toucinho, assim chamados ao tempo da vivência das monjas do convento de Nossa Senhora do Amparo da Ordem das Clarissas, também conhecidos como Pastéis de Vila Real, é certamente uma das espécies mais representativas da doçaria conventual de Vila Real. Mais tarde, apelidados de Cristas de Galo, pelo seu formato a lembrar a cabeça dos galináceos machos, estes doces receberam a bênção do saber fazer que predominava nos conventos portugueses, verdadeiros laboratórios de alquimia, onde o encontro entre ingredientes improváveis fazem nascer verdadeiros tesouros da doçaria conventual . Sem dúvida abençoadas foram as mãos que deram conteúdo à forma das Cristas de Galo. Se o recheio, à primeira vista, nos diz que estamos prestes a provar mais uma variante de doces de ovos, qual o nosso espanto quando percebemos a surpreendente junção do açúcar, ovos, maçã, toucinho e amêndoa cortada grosseiramente. É de toucinho o gosto que nos fica no palato, só o percebemos mais tarde de tão perfeita que é a mistura. Doce justo na proporção de açúcar que se encontra no recheio. A massa por si só, é um elogio ao que as mulheres que lhe deram forma sabiam fazer de melhor. Numa leveza que a veste de fragilidade, a estaladiça massa faz-nos gulosos, faz-nos ficar indecisos entre a parte que se quer mais, se o recheio se a massa.

Eram consumidos no convento na 5ªfeira gorda (a seguir ao Carnaval) e confecionados igualmente nos momentos em que distribuíam as «obrigações» que o convento teve e manteve ao longo da sua existência.

Feitos ainda hoje com mestria pelas gentes de Vila Real numa homenagem ao passado do extinto e já desaparecido convento.

As Cristas de Galo são uma dádiva de um momento feliz onde a perfeição não é conseguida apenas do doce do açúcar, é a simbiose perfeita entre ingredientes tão diferentes quanto o toucinho e o açúcar, entre a massa e o recheio.

Queijo da Cardanha

Origem (distrito): Torre de Moncorvo (Bragança)

Categoria: Queijos

Das paisagens da aldeia de Cardanha e dos animais que pastam livremente pelos campos vem o leite com o qual é produzido de forma artesanal o seu famoso queijo, feito por mãos experientes que transformam o leite de ovelha e de cabra num queijo de textura aveludada, de sabor leve, mas persistente. Uma verdadeira delícia que nos transporta para uma natureza rude, mas pura.

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