Vaga de incêndios assola região

A tarde desta quinta feira (06/08), ficou marcada por vários incêndios na região, em especial nos concelhos de Alijó, Sabrosa, Sernancelhe e Torre de Moncorvo.

O calor intenso, com os termómetros a registarem 40 graus de temperatura em alguns pontos da região, juntamente com o vento intenso e a baixa humidade acabaram por dificultar a vida às centenas de operacionais e meios terrestres e aéreos que durante a tarde combateram diversos incêndios na região.

Em Alijó o alerta foi dado por volta das 12:00, de acordo com José Paredes, autarca, as chamas terão tido origem nos trabalhos de manutenção de uma linha de média tensão, que estavam a ser realizados por dois homens de uma empresa concessionária da EDP, contudo a elétrica desmentiu já esta situação afirmando que os trabalhadores foram surpreendidos pelas chamas.

Um dos homens que realizava os trabalhos acabou mesmo por sofrer alguns ferimentos tendo sido assistido no local pelo INEM e posteriormente transportado para o hospital de Vila Real. O outro homem esteve ainda desaparecido durante algumas horas, gerando alguma preocupação entre os operacionais, contudo acabou por aparecer sem qualquer ferimento.

Este incêndio provocou ainda o corte de água e luz em algumas localidades, de acordo com um comunicado emitido pela autarquia que garantia ainda a resolução desta situação “o mais breve possível”

A princípio da noite desta sexta-feira (07/08) as chamas não estavam ainda controladas estando no terreno um total de 54 meios e 171 operacionais.

Em Sabrosa, as chamas deflagraram na freguesia de S. Martinho de Anta, na localidade de Roalde, a rápida intervenção dos bombeiros, ajudados por dois helicópteros, não foi suficiente para suster as chamas que rapidamente alastraram chegando mesmo a causar preocupação em alguns habitantes sem que tenha sido necessário evacuar qualquer localidade.

Foi já próximo das 23H00 que o comandante dos bombeiros locais, José Barros, confirmou que as chamas estavam dominadas. No local, durante a noite, para proceder aos trabalhos de consolidação irão manter-se 45 viaturas e 155 operacionais.

Em Sernancelhe mantém-se ainda ativo o incêndio que gera mais preocupação para as autoridades não estando ainda dominado pelos mais de 340 bombeiros e 106 meios que estão no terreno.

“O incêndio continua ativo, com aldeias na linha de progressão, nomeadamente Granjal e Penso”, disse ao JN o comandante distrital da Proteção Civil de Viseu, Miguel Ângelo.

Durante a tarde a população de aldeia de Santo Estêvão-Forca, na freguesia de Carregal, não ganhou para o susto. “As chamas rodearam as casas, mas não houve necessidade de evacuar a aldeia”, afirmou o presidente da Junta, Vítor Rebelo, à comunicação social. Mesmo assim, por precaução, a GNR retirou de casa alguns habitantes da aldeia de Forca, nomeadamente idosos, para o centro da aldeia, adiantou Fábio Lamelas, da GNR de Viseu.

Em Torre de Moncorvo o alerta foi dado ao início da tarde com as chamas a deflagrarem na União de Freguesias da Cardanha e Adeganha.

“O incêndio tem duas frentes ativas e está a consumir mato numa zona de difícil acesso, com muitas rochas, o que dificulta a entrada de veículos de combate às chamas”, afirmou o comandante operacional distrital de operações de socorro (CODIS) de Bragança, João Noel Afonso, acrescentando que durante a noite o combate será feito de forma apeada, com recurso a material sapador.

“Ao início da tarde viveram-se momentos de aflição, tendo sido necessário reorganizar o dispositivo na aldeia de Estevais para evitar o pior”, salientou o CODIS.

“As aldeias de Estevais, Cardanha e Adeganha já não correm perigo devido ao incêndio, apesar da aflição inicial que durou algumas horas. Não temos conhecimento de casas ardidas ou vítimas”, indicou José Moreiras, presidente da União de Freguesias da Cardanha e Adeganha, em declarações à imprensa.

Segundo o autarca, o fogo à sua passagem queimou três ou quatro palheiros junto a Estevais e Cardanha.

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