Amigas unem-se e criam negócio inovador em tempo de pandemia

Joana e Rita uniram esforços em pandemia. Misturaram as flores e os doces, e criaram cabazes personalizáveis para todos os gostos, assim como pequenos-almoços deliciosos e vistosos, na cidade de Lamego.

Os tempos de incerteza e receio, provocados pela pandemia, deixam em suspenso muitas ideias empreendedoras e inovadores de jovens, que ambicionam lançar o seu próprio negócio.

Não foi o caso de Joana Lourenço e Rita Rodrigues, duas jovens lamecenses, que arriscaram e avançaram, sem medo, num negócio com base na inovação e criatividade.

As duas jovens partilhavam já uma amizade de longa data, mas seguiam caminhos distintos, Joana ligada às flores e Rita aos doces, até que as suas ideias se cruzaram e deram origem a um negócio de sucesso.

Toda esta aventura começou com o desejo de Joana em “criar um negócio que se destacasse, algo diferente”, e foi então que a sua mãe lhe falou em Rita.  As duas decidiram embarcar neste novo projeto.

O negócio teve início em pleno confinamento, no mês de fevereiro, o que não assustou as duas empreendedoras, que viram aqui a oportunidade de dinamizar o seu trabalho. Decidiram então, “inovar produtos vistos como vulgares e torná-los diferentes”. Uniram os doces e as flores, construindo “cabazes desenhados e personalizados ao gosto de cada cliente, onde cada pormenor merece toda a atenção. Não há cabazes iguais, e todos os bolos e arranjos de flores são únicos”.

Além destes trabalhos elaborados manualmente, fazem também “entregas de pequenos-almoços em casa, acompanhados por ramos de flores”, também eles personalizáveis. “Temos 2 menus de pequeno-almoço: um primeiro composto por croissants, donuts, brigadeiros, cappuccino e sumo de laranja; e um segundo por pão, croissants, manteiga, compota, donuts, fruta, granola, cappuccino e sumo de laranja”.

As entregas realizam-se todos os dias da semana, sábados e domingos incluídos, e as encomendas devem ser efetuadas com antecedência.

Os pontos fracos que destacam, neste momento, são “a ausência de um serviço de entrega ao domicílio no concelho” que as auxilie, tendo de ser as mesmas a encarregar-se da tarefa, e também a dificuldade, por vezes, em “encontrar rapidamente os materiais necessários para os bolos”.icionam agora dar mais um passo, e abrir uma loja de rua, “com preferência na zona histórica de Lamego”.

Joana e Rita continuam, assim, a conquistar os sentidos e a admiração dos lamecenses, e sentem-se realizadas com o seu projeto atual.

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