“É uma desgraça” afirmou o Presidente da República esta manhã em Lamego

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Presidente da República deslocou-se esta manhã a Lamego para mostrar solidariedade com as famílias das vitimas/ Foto: Salomé Ferreira
Presidente da República deslocou-se esta manhã a Lamego para manifestar solidariedade com as famílias das vitimas/ Foto: Salomé Ferreira

“É uma desgraça”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa ao chegar a Lamego para manifestar solidariedade com os familiares das vitimas da explosão numa fábrica de pirotecnia em Avões.

“Eu estou aqui para representar, conjuntamente com o senhor secretário de Estado, o pesar de todos os portugueses junto das famílias em primeiro lugar e depois junto de toda a comunidade. Porque sofrem as famílias em primeira linha, sofrem as comunidades e o país está a acompanhar isso e a sofrer também”, afirmou o Presidente da República.

Marcel Rebelo de Sousa mostrou-se impressionado com os acontecimentos e com a atmosfera que encontrou no local do acidente, que resultou na morte de seis pessoas, sendo que duas ainda continuam desparecidas.

“Mais impressionante do que aquilo que vi é sempre impressionante encontrar a dor de familiares e sobretudo neste compasso de espera em que sabem que perderam os seus entes queridos mas ainda não podem entrar em luto”, afirmou o chefe de estado aos jornalistas.

Depois de visitar o local onde se deu a explosão o Presidente da República sublinhou que as operações no terreno são difíceis tendo em conta o estado em que ficou a fábrica.

“Há que agradecer a estas mulheres e estes homens que ainda têm muito trabalho pela frente, é uma área muito grande e difícil de percorrer”, disse.

“Fiquei impressionado com a dimensão de um acontecimento desta natureza, que eu tinha estudado em medicina legal, e com a eficiência, coordenação e resposta rápida de tantas estruturas e instituições que estão a fazer o melhor que podem “, comentou.

“É uma corrida contra o tempo, a pensar nos familiares que querem fazer o seu luto. Além da coragem que estão a ter pela perda dos seus entes queridos têm de ter uma coragem adicional para esperar por uma ação que pode demorar algum tempo”, afirmou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou  ser necessário lidar de uma forma mais eficiente com a atividade pirotécnica, no entanto considerou “não ser este o momento” para fazer esses balanços, uma vez que a prioridade é respeitar o luto das famílias das seis vitimas que perderam a vida neste acidente.

António Costa, o primeiro-ministro, encontra-se numa visita oficial ao Luxemburgo mas já enviou as suas condolências, através de uma chamada telefónica ao presidente da Câmara de Lamego.

A autarquia de Lamego decretou três dias de luto municipal.