Feira Medieval visa dinamizar o comércio tradicional

Francisco Lopes, presidente da autarquia, em visita ao certame

Francisco Lopes, presidente da autarquia, em visita ao certame

De 17 a 19 junho, a cidade das cortes voltou a sentir o espírito medieval com mais uma edição da Feira Medieval. A Praça do Comércio e muitas ruas da zona alta da cidade foram o palco do certame onde o ambiente da época conquistou milhares de visitantes.

Artesãos, vendedores, mercadores, artífices e místicos foram responsáveis pela recriação do comércio e das artes da época medieval em mais uma edição da Feira Medieval de Lamego. A abertura do certame realizou-se no 17 de junho, às 16 horas, com a “Visita do Homem da Vara e do Meirinho aos Tendeiros e Mercadores”.

“As Cortes de Lamego são o mote para a edição deste ano desta recriação histórica, através da qual o público vivencia vários episódios de época, enquadrados na moldura de um mercado”, revelou a autarquia, salientando a importância do aumento da atratividade turística no Bairro do Castelo.

Marlene Almeida, natural de Vouzela, é vendedora de sangrias e licores na Feira Medieval. “As nossas bebidas têm sempre com um bocadinho de base medieval, ou seja, não trabalhamos com açúcares e tentamos ir sempre de encontro aquilo que era conseguido na altura”, afirmou. A comerciante salientou ainda que esta é a sétima edição em que participa na feira lamecense e que “de ano para ano as coisas têm vindo a melhorar”.

Ao contrário de Marlene Almeida, António Chaves que participa na feira lamecense há anos, admite que cada vez mais se está “a perder o espírito de Feira, há uns anos revivia-se mais o medieval”. Apesar disso, o vendedor de peças em madeira como espadas e escudos, salienta a importância do certame como “fundamental” para a divulgação da cidade.

A recriação histórica dos tempos de D. Afonso Henriques tem como principal objectivo potenciar “a actividade económica, nomeadamente a nível do comércio tradicional, que traga outra oferta para criar atractividade a todos aqueles que estão cá em Lamego e para os muitos que nos visitam”, afirmou Francisco Lopes, presidente do município.

Ao longo dos dias foi possível apreciar atuações de música itinerantes como a “bailias e folguedos”, o “espectáculos de fogo” e a “patrulha e entreinamento da Guarnição Régia”, entre muitos outros. Pela primeira vez, a área da restauração foi alargada ao Largo da Seara, “de modo a aumentar a oferta disponível”, sublinhou a autarquia.

Vasco Vieira é artesão de peças fabricadas apenas em couro, com técnicas artesanais e tudo feito manualmente por si. “São peças únicas, exclusivas, como malas, tops, cintos”. O estreante na Feira Medieval de Lamego afirmou que resolveu participar no certame para “conhecer pessoas novas e vivenciar o ambiente da feira em Lamego”.
“É um investimento sem dúvida com retorno, sendo que esse retorno, que nós não quantificamos, reverte essencialmente para o comércio da cidade e para a visibilidade de Lamego enquanto destino turístico que é para nós o aspeto mais importante”, concluiu Francisco Lopes.