#lamegoeuacredito produz máscaras para oferecer a IPSS’s

Na cidade de Lamego, um projeto nascido da sociedade civil está a produzir máscaras sociais que distribui gratuitamente em instituições do concelho.

Chama-se #lamegoeuacredito e foi criado por Ricardo Pereira, muito antes de Covid-19 ser conhecida, com o objetivo de dar a conhecer e preservar aquilo que acredita a cidade ter de mais genuíno, as suas gentes e as histórias que elas guardam.

Com a chegada da pandemia Ricardo Pereira sentiu que o projeto que tinha criado nas redes sociais podia também ter uma vertente mais real, contribuindo para a proteção individual contra a  pandemia. As várias mensagens que ia recebendo começaram a dar forma a uma ideia cada vez mais presente e, com a ajuda da sociedade civil, constituiu um grupo que, cada um em sua casa, vão fazendo máscaras de proteção individual para oferecer a diferentes IPSS’s do concelho lamecense.

“Iniciámos este projeto com o objetivo de proteger a saúde dos lamecenses mais vulneráveis num momento muito difícil para a vida da nossa comunidade.  Num exercício de cidadania ativa em prol dos lamecenses, o projeto #lamegoeuacredito propôs-se promover a dinamização de um grupo de pessoas desta cidade que trabalha, a partir de suas casas, para produzir e oferecer máscaras faciais de proteção. Até ao momento, já doámos mais de 200 máscaras de proteção reutilizáveis, sobretudo a idosos e doentes crónicos. Em termos institucionais, também entregamos equipamentos à Delegação de Lamego da Liga Portuguesa Contra o Cancro e à Cruz Vermelha de Lamego. Estas instituições fizeram chegar estas máscaras às pessoas mais necessitadas deste tipo de proteção. O objetivo destes equipamentos é limitar a propagação de gotículas respiratórias que podem conter o vírus desta pandemia.

Este é mais um desafio que o projeto #lamegoeuacredito se propõe realizar, após ter colaborado na distribuição de viseiras de proteção individual oferecidas nas últimas semanas a muitas organizações e instituições de Lamego e da região do Douro que delas careciam”, conta-nos o criador do projeto.

Ricardo Pereira acredita também que a sociedade civil tem um papel importante no combate à pandemia, trabalhando em conjunto com as diferentes entidades, locais e nacionais.

“Em tempos de angústia e de ansiedade, estamos a fazer cidadania. A sociedade civil pode complementar o trabalho desenvolvido pelas diferentes instituições que no terreno tentam suster a propagação da COVID-19. Todos somos poucos para combater nesta luta contra um inimigo que têm semeado o medo entre nós. Numa altura, em que o Governo, as autoridades locais e as IPSS’s têm de acorrer urgentemente para suprir muitas lacunas, os cidadãos podem mobilizar-se para ajudar nesta tarefa. Dentro das suas possibilidades, claro! Por isso vemos, um pouco por todo o país, cidadãos anónimos a ajudar para produzir, por exemplo, equipamentos de proteção ou para levar bens de primeira necessidade e medicação a casa de pessoas doentes e idosas. O  espírito altruísta destes voluntários é de louvar!

Uma palavra ainda para destacar a verdadeira alma da mais recente iniciativa do projeto #lamegoeuacredito, um conjunto de voluntárias que em suas casas e a expensas próprias dedica o melhor do seu tempo para garantir que outros se protejam. Gente de Lamego imbuída de um verdadeiro espírito altruísta que quer dar aos outros as melhores “armas” para enfrentar esta grave pandemia”.

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