Wine & Music Valley celebrou o Douro

Os muros caíram, as margens desapareceram e o Douro uniu-se numa celebração que homenageou a história da região e mostrou o futuro dos vinhos do Douro e Porto com a presença de mais de 90 produtores locais. A primeira edição, o “ano 0”, como apelidou Luís Pedro Martins, Presidente do TPNP, do Wine & Music Valley foi um sucesso com mais de 17000 pessoas a passarem pelo recinto do festival.

Ao longo dos dois dias, os milhares de festivaleiros que passaram pelo recinto para assistirem ao concerto de nomes como Mariza, Seu Jorge, Carolina Deslandes, Xutos & Pontapés, entre tantos outros, viveram uma experiência única que a organização afirma como “sucesso”, um festival onde a única bebida alcoólica servida é o vinho, neste caso os vinhos do Douro e Porto.

Branco, tinto, rosé, Porto, moscatel, espumante ou cocktail… as opções eram várias e a opção variada entre os mais de 90 produtores locais que ali estiveram. No total a organização contabilizou cerca de 28000 copos de vinho vendidos durante os dois dias do evento.

Aliado à oferta vínica, no Chef’s Stage, as estrelas foram outras e quase todas com ligações à região. Por lá passaram os chefes de cozinha Miguel Castro e Silva, Vítor Matos, Rui Paula, Tiago Moutinho, entre outros. A acompanhar a programação e a promover as partilhas com o público, esteve o crítico de vinhos e gastronomia Fernando Melo. Neste palco também não faltou banda sonora, assegurada por Fernando Alvim e pelo projeto Rua das Pretas.

A boa disposição era evidente entre o público, maioritariamente jovem adulto, alternando entre os concertos que passavam pelos dois palcos do festival e alguns momentos de convívio junto das barracas dos produtores, aproveitando para apreciar os vinhos da região enquanto partilhavam uma conversa.

Com milhares de festivaleiros a chegarem de fora da região este evento proporcionou ao Douro, a possibilidade de se mostrar ativo e resiliente, capaz de proporcionar momentos à medida de todos os públicos e com capacidade de projeção deste território.

Entre os artistas, durante os concertos foram vários os elogios que iam tecendo ao local do evento, à paisagem envolvente e à região.

Carolina Deslandes falou à reportagem do VivaDouro após o concerto que deu no Douro Stage e destacou a beleza da região para descrever as sensações que levaria para casa.

“Acho que nunca estive num palco tão bonito como este. Esta é uma oportunidade de conhecer melhor o nosso país e no meio da correria, quando pensamos em férias devemos deixar de pensar em ir para fora para passar a visitar locais tão maravilhosos como este. Qualquer pessoa do mundo, que chegue aqui, com uma paisagem destas, com um festival a acontecer com um cartaz destes, vai pensar na sorte que nós temos”.

Os Xutos e Pontapés regressaram ao Douro, e Tim, vocalista da banda que também tem um vinho, no caso produzido no Alentejo, sublinhou a ligação da banda à região, em especial através do baterista, Kalú.

“A família do Kalú tem origens aqui, tinham aqui quintas, por isso já vimos para cá há muito tempo e é uma região onde gostamos sempre de estar, não só pelas paisagens mas também pelos excelentes vinhos que aqui bebemos (risos)”.

O primeiro festival de música inteiramente dedicado ao vinho fica assim marcado pelo sucesso, ficando já garantido o regresso desta celebração para o ano 2020.

Nota: O VivaDouro entrevistou ainda os Fogo Fogo, uma conversa que poderá ler na nossa edição online a partir do próximo dia 23 de setembro.
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