Empresa de brindes passa a produzir viseiras e proteções em acrílico

Em Penedono uma empresa de brindes publicitários reinventou-se e está agora a produzir viseiras e proteções de acrílico para o uso em balcões de atendimento ao público.

Com a chegada da pandemia da Covid-19 vários foram os negócios que se viram afetados, quer pela falta de negócio quer pelo facto de serem forçados a fechar portas assim que foi decretado o Estado de Emergência, contudo, outros houve que se reinventaram e, fazendo algumas alterações ao seu modelo, continuaram a laborar, como á o caso da empresa de Álvaro Fonseca, a Penobrindes.

Dedicada à produção de brindes e material promocional, esta empresa do concelho de Penedono viu todo o seu trabalho ser colocado em suspenso devido ao cancelamento das mais diferentes atividades organizadas por autarquias e coletividades da sua área de influência. Contudo, assim que a nossa reportagem entra nas instalações da empresa, um aspeto salta à vista, a azáfama com as encomendas continua.

“Continuamos a ter bastante trabalho, aliás, o nosso volume de negócios, comparativamente com o mesmo período do ano passado, cresceu”, conta-nos o proprietário Álvaro Fonseca.

Por estes dias, em vez de troféus, porta-chaves ou tantos outros materiais, esta empresa dedica-se á produção de viseiras de proteção individual e divisórias em acrílico para o uso em balcões de atendimento ao público.

“Isto começou com um pedido do Hospital de Viseu, através de um médico que nos conhece chegou um pedido para que produzíssemos viseiras de proteção individual para os profissionais de saúde. Aceitamos o desafio desde logo porque era uma oportunidade de ajudar no combate a esta pandemia e porque nos pareceu uma oportunidade de continuar a trabalhar. Numa fase inicial fizemos 100 viseiras que oferecemos ao hospital, foram muito bem aceites pelos profissionais de saúde que as acharam úteis e confortáveis até porque são bastante leves e eles têm que as usar por largos períodos de tempo, acabamos por produzir mais 400 que também entregamos à mesma unidade hospitalar. Depois aproveitamos para distribuir este material às forças de segurança e proteção não só aqui no concelho de Penedono mas também em S. João da Pesqueira e Sernancelhe, duas localidades onde a nossa empresa também está implementada”.

O sucesso foi tal que começaram a surgir pedidos de particulares e logo aí Álvaro Fonseca viu uma oportunidade de negócio, “as pessoas queriam comprar viseiras, por isso desenvolvemos dois modelos, um mais simples e económico e outro com um suporte mais rígido o que acaba também por ser um pouco mais caro”.

Entusiasmado pelo sucesso que estas mudanças provocaram, o empresário não teve que pensar muito para dar o próximo passo, a produção de barreiras de proteção em acrílico.

“Este é um material que usamos muito e por essa razão temos sempre em stock, como deixamos de produzir os porta-chaves e troféus que normalmente usam este material, surgiu a ideia de começar a fazer as barreiras de proteção para os balcões que têm sido também um sucesso. Neste caso o funcionamento é ligeiramente diferente, como é algo mais específico, normalmente primeiro desloco-me ao local onde vão ser colocadas e tiro as medidas para depois avançar para a produção. Como cada balcão tem as suas características e necessidades é algo que não produzimos em série mas elaborados caso a caso”.

O facto de ter material em stock foi uma vantagem para Álvaro Fonseca que conta à nossa reportagem que numa fase inicial havia alguma dificuldade em receber matéria-prima, “agora o fornecimento já regularizou e fica mais fácil dar resposta a todos os pedidos”.

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