Estratégia 2020-2030 e PROVERE debatidos em reunião da CIM-Douro na Régua

A CIM-Douro esteve reunida na tarde do dia 10 de abril no edifício do Museu do Douro, na Régua, um encontro que serviu para debater a estratégia da região para a década 2020-2030 e ainda a candidatura aos fundos PROVERE.

Na reunião dos 19 autarcas do Douro, coube a Carlos Silva, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro, a tarefa de apresentar a estratégia que a região pretende seguir na próxima década, definindo o quadro comunitário Portugal 2030 como a “derradeira oportunidade para que a CIM Douro ganhe a competitividade e a coesão que o presente exige e que será indispensável no futuro deste território”.

Neste seguimento os representantes da CIM assumem como falhada a estratégia anterior, que pretendia fomentar a coesão entre as diferentes regiões do país, apontando o dedo aos sucessivos governos e à distribuição de fundos que estes fizeram. “O fosso entre regiões agravou-se devido à má distribuição e gestão dos fundos comunitários, tão bem negociados em Bruxelas e tão mal orientados pelos sucessivos governos, face às necessidades de convergência dos territórios”.

A estratégia agora definida antecipa, no tempo, aquilo que será o caminho que a região pretende fazer e que, no entendimento da Comunidade, vai ao encontro das estratégias que estarão a ser pensadas a nível europeu.

Para isso, afirma o Carlos Silva, “a futura política de coesão deve envolver o nível local em maior medida do que até agora, não só para a consulta ou a seleção dos projetos de financiamento, mas especialmente na escolha das prioridades de investimento. Deve basear-se mais intensamente que nunca no princípio da subsidiariedade e na verdadeira parceria entre o poder central e o poder local, garantindo a prossecução dos objetivos de desenvolvimento sustentável e o objetivo último de coesão económica, social e territorial”.

As linhas orientadoras da estratégia agora apresentada, “CIM Douro – Estratégia para uma década”, foi trabalhada tendo em conta o contributo dado por cada um dos 19 autarcas da região e define quatro linhas de atuação globais: Um território interligado e conectado, atrativo e internacionalizado; Um território empreendedor e inovador/que valoriza o seu capital humano; Um território eficiente e sustentável, inclusivo e socialmente coeso; Um território que capacita as suas instituições de parcerias e em rede.

Assim, a linha estratégica da região para a próxima década está bem definida pelos autarcas, defendendo que a base económica da região deve ser alargada e apostando no desenvolvimento rural, “abandonando, de vez, o estigma de território de baixa densidade”.

No decorrer do encontro foram ainda apresentados os dois projetos transvessais à região e que irão avançar tendo por base os 8,5 milhões de euros que estão ao dispor. Ambos os projetos têm um forte cariz turístico, ficando assim demonstrada a força que este setor tem na economia local de cada concelho e na região como um todo. Assim, irá ser criado um Plano de Sinalética para o território do Douro e a implementação de um Plano de Marketing para o território.

Para Carlos Silva, Presidente da Comunidade, “este programa é uma oportunidade para que a região do Douro encete uma trajetória de convergência nacional e europeia, sustentada na valorização económica dos recursos endógenos, na capacidade de diferenciação, inovação e competitividade num contexto sustentável, inclusivo e de cooperação interna e com o exterior”.

A verba restante será distribuída pelos 19 municípios servindo para projetos de cariz supramunicipal e de promoção global do território, concorrendo para a consolidação de áreas fundamentais na região.

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