Intermarché da Régua oferece bens à autarquia e população

A solidariedade tem sido uma das principais referências da atual situação que se vive devido à Covid-19 e, uma das primeiras ações que se tornou viral no país, inspirando outras semelhantes, é levada a cabo pela loja Intermarché em Peso da Régua que oferece pão aos seus clientes.

Adquirida por Miguel Dias em 2015, a loja Intermarché de Peso da Régua é conhecida pela solidariedade que pratica, entregando diversos bens a instituições do concelho.

“Normalmente já fazemos diversas ofertas a instituições do concelho mas, numa altura como esta que vivemos, achamos que devíamos estender estas ofertas a mais pessoas, daí a ideia de oferecer o pão, o que sobrou do dia anterior, às pessoas que têm mais dificuldade em o adquirir.

Os reguenses sabem do envolvimento que nós temos com a cidade, as instituições, os clubes e as associações do concelho. Eu não diria que é um envolvimento a 100% mas se calhar a 101%. Ajudamos como podemos sempre que podemos. Ao longo do ano entregamos à Casa do Povo de Godim ou ao Centro de Dia de Fontelas, só para dar dois exemplos, diversos produtos como pão, fruta, bolos, legumes, etc. É algo que está no gene do Grupo Mosqueteiros e, neste caso particular, aqui na Régua.

Antes de ser empresário sou homem e, bom ou um, todos temos coração e todos tomamos determinadas atitudes de acordo com a educação que recebemos e com as nossas experiências de vida.

Nesta fase aqueles que podem devem dar o seu contributo, seja com o que for. Este é um problema que está para durar e nós temos que estar cá para salvaguardar o bem estar das pessoas. Só a autarquia por si não consegue dar resposta a todas as solicitações. Ninguém estava preparado para uma situação destas, infelizmente”.

Outra medida tomada por Miguel Dias foi a criação de um horário alargado e específico para atender a profissionais de saúde e segurança, autoridades locais e grupos de risco, garantindo assim que podem fazer as suas compras sentindo-se em segurança.

“Em relação ao horário alargado, apesar de depois se tornar uma exigência por decreto do Governo, eu antecipei-me a essa decisão porque assim que devia ser assim. Não só a pensar nas forças de segurança e nos profissionais de saúde que estão no terreno, mas também nas pessoas que fazem parte dos grupos de risco como os mais idosos, por exemplo, permitindo-lhes que não se misturem – e este é um termo forte mas que neste momento faz sentido -, com a restante população.

Entregamos também à autarquia, para ser distribuído pela população mais desfavorecida, um conjunto de bens alimentares: três mil latas de atum e 1170 de salsichas, 600 quilos de arroz e 720 litros de leite. Na Páscoa entregamos aos bombeiros da cidade algumas iguarias da época como forma de lhes agradecer o esforço por estarem na linha da frente”.

Miguel Dias conta ainda à nossa reportagem que são vários os clientes que agradecem todas as medidas mas não deixa de sublinhar que entende que faz parte da responsabilidade social da empresa, desafiando outros empresários da região a fazer o mesmo.

“Somos uma empresa local, estamos registados na Régua e é aqui que pagamos os nossos impostos, por isso achamos que temos aqui uma responsabilidade acrescida e apelamos a todos os empresários que o possam fazer, que também contribuam de alguma forma”.

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