Sopa, “Binho” e animação, a receita do sucesso em Poiares

Realizou-se, nos passados dias 19 e 20 de outubro, em Poiares, a 2ª edição do Festival das Sopas e do “Binho”, uma organização da Associação Douro Inédito, com o apoio da Junta de Freguesia local e da autarquia reguense.

No largo da igreja, bem no centro da aldeia de Poiares, a fogueira já está acesa, o crepitar da lenha anuncia que em breve ali estarão os tradicionais potes de três patas para confecionar as 11 sopas que este ano estarão à prova, e a concurso.

Com o aproximar da hora marcada para o início do festival são muitos os que se aproximam do recinto. À entrada a primeira novidade deste ano, a recriação de um pomposo tonel ajuda-nos a entrar no mundo das tradições que o evento pretende recriar.

Depois de adquirida a malga e a caneca é hora de começar um circuito pelos mais tradicionais sabores da vindima. Uma a uma as sopas vão sendo provadas e, no papel que é fornecido com a malga, vai-se dando a pontuação que mais tarde irá indicar quem vence esta batalha dos sabores.

Para completar o cenário, e entreter entre dois dedos de conversa e umas colheradas de sopa, os olhos passam pelas inúmeras bancas de artesanato que se espalham pelo recinto, os mais afoitos vão ainda dando um pé de dança ao som dos inúmeros grupos de bombos, concertinas e ranchos que desfilam pelo recinto.

Se no sábado a chuva não foi razão para afastar as centenas de visitantes do festival, no domingo a colaboração de S. Pedro foi essencial para o cenário de um recinto quase lotado. No final, feitas as contas dos dois dias, a organização contou mais de mil sopas servidas e umas quantas centenas de litros de vinho bebidos.

Somadas as avaliações foi a Sopa de Pedra da Sra. Emília que reuniu maior consenso, levando para casa o prémio de 1º classificada.

À conversa com a nossa reportagem, Jorge Teixeira, da organização, afirma-se “satisfeito pelo evidente sucesso do evento”, para o organizador “este é um evento que já se afirmou no concelho e um dos que melhor transmite as tradições da região numa época tão especial e única como são as vindimas”.

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