Independente Manuel Cordeiro é candidato à Câmara de S. João da Pesqueira

Foto: Salomé Ferreira

O advogado Manuel Cordeiro é candidato à presidência da Câmara de S. João da Pesqueira pelo movimento independente ‘Pela Nossa Terra’. O VivaDouro esteva à conversa com o candidato que tem as acessibilidades como a principal prioridade caso venha a ser eleito nas eleições autárquicas de 1 de outubro.

Como é que surgiu esta candidatura à Câmara Municipal de São João da Pesqueira?

Em 2013 houve um grupo de pessoas, algumas já envolvidas politicamente, outros que ainda não estavam envolvidos, e começamos a falar entre nós porque havia um descontentamento generalizado com a autarquia, um concelho que não estava a desenvolver-se, que perdeu muitos serviços. Foi este descontentamento generalizado que levou um grupo de pessoas a querer fazer alguma coisa. Começámos a reunir e a discutir o que devíamos fazer e decidimos avançar com o movimento independente. As razões que nos levaram há quatro anos a ser candidatos são as mesmas que nos levam agora. Com o fundamento ainda acrescentado que o resultado que tivemos há quatro anos foi bom, ainda que tenhamos perdido. Verificámos que o PSD teve 2 mil votos, e a oposição toda teve 2.700 votos, isto foi um sinal que as pessoas não estavam contentes. Sabendo agora que o PS e o CDS não se vão candidatar, o resultado que tivemos, o descontentamento, e o facto de nada ter evoluído nestes últimos quatro anos, tínhamos a obrigação perante as pessoas que votaram em nós em nos voltarmos a candidatar.

Vão continuar a ser independentes ou vão procurar o apoio de algum partido? Uma vez que não há candidato nem do PS nem do CDS.

Não vamos. Não há qualquer apoio formal ou económico de algum partido, não há nada. Aquilo que há foi no sentido pragmático desses partidos, e que é louvável, de perceber que a única forma de poder ajudar a alterar o estado das coisas seria não se candidatarem porque não têm votos que cheguem e desta forma podem ajudar-nos a chegar lá mas não existe qualquer apoio.

No que diz respeito à constituição da lista, já têm os membros definidos?

Posso-lhe dizer que as listas para as freguesias estão concluídas, estamos na fase de recolha de assinaturas para as Juntas de Freguesia, para a Câmara e Assembleia Municipal. As pessoas que estavam connosco há quatro anos mantêm-se, eu vou querer contar com todas também. Vou reajustar os nomes para a Câmara e para a Assembleia. O segundo será de certeza o Dr. Luís Rodrigues, mas vou reajustar alguma coisa mas nunca excluindo ninguém, reajustar apenas. Se há quatro anos confiava que as pessoas iam trabalhar bem comigo continuo a confiar nelas. Isso ainda não está definido falta de facto começar a organizar a Câmara e a Assembleia e espero até meados de julho ter todos os nomes para apresentar publicamente.

Falando agora acerca do plano eleitoral. O que é que se propõe a fazer por S. João da Pesqueira?

Fazer alguma coisa no concelho de S. João da Pesqueira não é muito difícil porque o potencial está cá todo. Basta pensar um bocadinho, ter ideias e vontade de trabalhar, não é preciso muito mais. Ainda estamos a elaborar o plano eleitoral mas posso dizer as prioridades. A primeira são as acessibilidades, sem dúvida nenhuma. As acessibilidades resolvem muitos problemas do concelho. Ter melhores acessibilidades que nos permitam chegar às urgências de Vila Real muito mais rápido do que fazemos agora. Resolve o problema da saúde. A questão económica também, mesmo naquilo que respeita à nossa produção de vinho e de uvas, em termos económicos a melhoria das acessibilidades também podem ajudar. As acessibilidades resolvem, sem dúvida, muita coisa. Depois a agricultura, o turismo e a questão social. 90% das pessoas vivem da agricultura e mesmo todas as outras atividades que aqui de desenvolvem andam à volta disso. As Câmaras têm cada vez mais obrigação de se imiscuir nessa parte. Para além de ter ideias e de procurar consensos com os outros concelhos do Alto Douro Vinhateiro, com as Cooperativas, para além disso, sempre que haja alguma decisão governamental ou institucional que nos prejudique nós procurarmos consenso para combater essas políticas. Acho que aí podemos ter alguma força, uma entidade pública como são as Câmaras teria toda a força para poder fazer alguma coisa no que diz respeito à agricultura. O turismo está diretamente associado, porque não criar consensos e condições para que os turistas possam usufruir melhor do concelho. Depois evidentemente a questão social, é um concelho envelhecido, existem instituições particulares de solidariedade social, e nesse sentido seria ajudar ainda mais essas instituições, nessa parte não estaremos muito mal porque de facto essas entidades substituem-se às entidades públicas e têm feito o seu trabalho.

Resumidamente quais são as prioridades que definem a sua candidatura?

Acessibilidades, agricultura, turismo e a parte social. Depois temos medidas concretas que a seu tempo serão divulgadas. Para concluir, queria dizer que não digo que sejamos melhores que outros mas julgo que o concelho só teria a ganhar com uma candidatura independente. Se calhar faria despertar um bocadinho a nível governamental, julgo que é uma oportunidade única para as pessoas que estão descontentes, e todos os dias eu oiço pessoas descontentes, de pelo menos tentar mudar alguma coisa, não é a manter-se igual que as coisas se vão alterar. Eu fui convidado pelo PSD para ser candidato à Câmara e não aceitei exatamente porque nunca me passaria pela cabeça deixar as pessoas que estiveram comigo durante quatro anos porque aquilo que nos motiva é mudar alguma coisa e não ir para a Câmara para ser presidente apenas porque senão tinha aceitado o convite.

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