Quinta dos Nogueirões: Uma década a marcar a diferença na região

0

Fundada como empresa há uma década, a Quinta dos Nogueirões tem conquistado o seu espaço no mercado dos vinhos e dos azeites com a apresentação de produtos diferenciadores, de reconhecida qualidade.

Criada fruto de um acaso, a Quinta dos Nogueirões é gerida por Hélder Monteiro, um dos cinco irmãos, todos sócios da empresa que os pais fundaram, uma característica que o gerente assume como uma mais valia do negócio.

“No meu ponto de vista, o projeto familiar é importante na medida em que há uma vontade expressa de manter a união do património, respeitar tradições familiares e de negócio e de, por outro lado, existir uma necessidade de adaptar e fazer evoluir o negócio em resposta a um ambiente de constante mudança.

Quando família e negócios se encontram, o resultado é muitas vezes uma combinação complexa e potente. No entanto, ao contrário do que muitos empresários e gestores pensam, a solução não é tirar a família do negócio. O sucesso passa antes por tirar o máximo partido do elemento familiar, criando vantagens competitivas que as empresas sem influência familiar dificilmente conseguem replicar”.

No total a Quinta dos Nogueirões tem 40 hectares de vinha e cinco de olival, as duas principais áreas de negócio, às quais se somam ainda 1,5 hectares de cerejal e diversas árvores de fruto.

A celebrar uma década de existência, Hélder Monteiro afirma que esta tem sido uma viagem “bastante positiva e gratificante, em especial se pensarmos que este é um mundo de muita concorrência”.

Quando questionado sobre o que diferencia este de outros projetos na região, o gestor afirma que há duas características que marcam essa diferenciação, a qualidade e a inovação.

“Estamos na linha da frente ao nível da imagem, vejo já alguns projetos a seguirem as nossas pisadas, o que significa que estamos a fazer algo que as pessoas acham que é o correto”.

Questionado sobre o que a próxima década trará à Quinta dos Nogueirões, Hélder Monteiro não tem dúvidas, a sustentabilidade do projeto será a linha orientadora desse futuro.

“É muito simples, sou bastante pessimista e bastante otimista. Estou sempre com receio de dar o próximo passo mas acabo por dá-lo. Tudo o que temos feito na Quinta dos Nogueirões acontece dia após dia, sempre pensando na sustentabilidade do projeto, da nossa capacidade financeira.

O futuro é assim que está planeado, assentando essencialmente num crescimento sustentado. O nosso objetivo não é produzir milhões de garrafas mas sim a quantidade que nos permite manter a qualidade que nos distingue.

A partir do momento que excedermos determinados volumes, passamos a perder qualidade e passamos a ser mais um produto massificado no mercado, que não é o nosso objetivo.

Nestes 10 anos projetamos uma adega, que não tínhamos e plantamos novas vinhas com castas selecionadas.

Para o futuro está já prevista uma ampliação ao nosso espaço físico com a criação de uma cave de barricas e ainda um projeto de enoturismo, que é inovador e sobre o qual ainda não queremos revelar muitos pormenores”.

A aposta no olival surgiu nos últimos anos, “motivada pela interditação da venda de direito de vinhas”, tendo-se tornado um forte pilar do negócio.

“O nosso azeite teve logo uma aceitação muito boa. Como a maior parte das nossas oliveiras são da qualidade cobrançosa, fizemos um azeite monovarietal, para marcar a diferença no mercado. É um azeite muito fresco que entrou no mercado gourmet de uma forma muito interessante”.

Com a sustentabilidade do negócio assegurada e o futuro em andamento, Hélder Monteiro sublinha a diferenciação e a qualidade como marcas da Quinta dos Nogueirões. De acordo com o gestor, é essa diferenciação que marcará a diferença entre o sucesso, ou não, do projeto.

“Se queremos efetivamente elevar a região do Douro para um patamar de excelência, ninguém mais do que nós poderá fazê-lo. Pegando novamente no individualismo que existe no Douro, é algo que está enraizado, mas que não faz parte da forma como nós queremos estar no mercado.

Desde o início que nos abstivemos de fazer vinhos de pouca qualidade, mesmo a nossa linha de entrada tem sempre acima de 16 valores. Fazemos vinhos para que tenham essa qualidade excecional.

O mundo está sedento por novidades no setor dos vinhos, temos que assegurar que nos conseguimos diferenciar de alguma forma.

Temos um vinho único, exclusivo, que é feito com a casta tourigão, uma casta esquecida que nós fomos recuperar e resulta num vinho excecional, do qual só produzimos uma pequena quantidade. Temos outro que fazemos com duas castas que ninguém se lembrou de juntar, baga e tinta amarela. Dirá que é estranho mas a nossa ideia é essa mesmo, despertar curiosidade e interesse pelos produtos que colocamos no mercado. Essa diferenciação é que garante o nosso sucesso no mercado”.