Chamas extintas em Sabrosa (com imagens)

O incêndio que atingiu o concelho de Sabrosa, desde a tarde de terça-feira (22 de agosto), foi dado como extinto ao final da tarde de hoje, estando já em fase de rescaldo e prevenção de reacendimentos.

Depois de, nas primeiras horas ameaçar a aldeia de Vilela, o fogo afastou-se para uma zona de mato denso onde ardeu em três frentes, não sendo possível o seu domínio durante a noite como chegou a ser previsto.

Quando as autoridades davam já o fogo em fase de resolução, um forte reacendimento, 24 horas após a ignição inicial, voltou a preocupar os operacionais no terreno.

A forte mobilização de meios, (cerca de 200 homens e mulheres, apoiados por mais de 60 veículos e 6 meios aéreos), permitiu controlar as chamas poucas horas depois, sendo já anunciado como estando em fase de resolução ao final da tarde.

Luis Botelho, taxista e proprietário de um pequeno café junto ao posto de comando deste incêndio, fala-nos numa “verdadeira aflição, as chamas eram muito altas e viam-se por todo o lado”.

“Também tenho uma vinha pequena que fica na direção de Gouvães mas ainda não consegui ir lá. Já me disseram que está um pouco queimada pelo calor, parece que as chamas não chegarm a entrar lá”, afirma Luis Botelho.

Ao final do dia de ontem, Domingos Carvas, Presidente da autarquia da Sabrosa, mostrava-se agastado com mais um fogo no seu concelho, chegando mesmo a afirmar que “Não há duvida nenhuma que essa treta: ‘Eh pá, foi um vidro, uma garrafa’, não foi nada, foi um isqueiro e uma mão assassina que faz este tipo de habilidades (…). É uma vergonha e continuamos a assistir impávidos e serenos”.

O autarca chegou mesmo a pedir “mão pesada” para os criminosos para que sirvam de exemplo e façam outros “pensar duas vezes antes de fazer uma habilidade destas”.

Já em fase de rescaldo, este fogo consumiu cerca de 600 hectares de mato, pinhal e terrenos agrícolas.

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