Trânsito entre Sabrosa e Pinhão proibido a pesados

O município de Sabrosa, liderado por Domingos Carvas, comunicou a proibição de circulação a pesados na Estrada Municipal 323 Sabrosa – Pinhão, entre Provesende e Pinhão, através de um comunicado enviado à comunicação social.

No documento pode ler-se que esta proibição se deve à crescente perigosidade que a via apresenta, “adensada pelas condições meteorológicas próprias da estação em que nos encontramos, bem como devido ao início da obra de requalificação da mesma”.

Desta forma, a partir da tarde de amanhã, dia 28, o trânsito será proibido a veículos “com peso superior a 12 toneladas”.

No mesmo documento a autarquia afirma não poder garantir quando será revogada esta proibição, prevendo contudo, “reabrir a via a pesados a partir de maio de 2019”.

Recordamos que a autarquia sabrosense está a fazer um investimento de 1,7 milhões de euros na recuperação desta via que se encontra em mau estado, havendo mesmo locais onde a estrada não tem qualquer sustentação.

“Esta estrada é sobretudo uma estrada de transporte de passageiros, o que é mais grave. Por isso é que nós olhamos para esta estrada com outros olhos, com preocupação e no nosso orçamento para 2019 essa preocupação fica bem patente. Uma câmara como a nossa que tem um orçamento de 9 milhões de euros, despender quase 2 milhões numa só obra é um investimento que nos abana”, afirmou, ao VivaDouro, o autarca Domingos Carvas em declarações sobre a intervenção na via, ainda durante o mês de setembro.

Na altura o autarca criticou ainda a decisão tomada em 1992 quando a via foi desclassificada, passando para o domínio municipal, em contraponto com outras vias semelhantes que confluem na vila do Pinhão.

“Olhando para o Pinhão, desaguam ali estradas de quatro municípios: Alijó, São João da Pesqueira, Tabuaço e Sabrosa, todas elas nacionais, menos esta. Eu gostava de entender como é que, em 1992, o Governo da altura conseguiu desclassificar a estrada e entregá-la à câmara municipal sem qualquer contrapartida. Uma estrada como aquela, com a erosão do solo que tem, com uma inclinação superior a 30% em alguns locais, é uma estrada que está sempre sujeita às intempéries. Com a quantidade saibramentos que ali foram feitos, está à vista o resultado. Não era possível que uma câmara como a nossa ficasse titular de uma via, estruturante para a região, como aquela”.

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