Donativos já seguiram para Moçambique

O desafio a todos quantos quiseram enviar ajuda para Moçambique foi feito por Ana Borges e a resposta foi massiva com a recolha de centenas de quilos em donativos entre roupas, bens alimentares e produtos de higiene.

No total, as autoridades internacionais calculam que o ciclone Idai afetou mais de um milhão e meio de pessoas, deixando um rasto de destruição na região da Beira, epicentro da tempestade, e para onde seguiram as centenas de quilos de ajuda que Ana reuniu num curto espaço de tempo.

Ao VivaDouro, momentos antes da partida de Vila Real para o Centro de Recolha da HELPO em Ermesinde, Ana mostrava-se feliz e ao mesmo tempo surpreendida com a rapidez com que a população se mobilizou para ajudar.

“A resposta foi muito positiva, já esperava essa resposta por parte dos meus amigos mas o facto de termos conseguido juntar tudo isto em tão pouco tempo acabou por ser um pouco surpreendente”.

As recentes polémicas em torno de outras campanhas de ajuda em casos de catástrofe, como a que aconteceu em Pedrógão Grande, acabou por criar nas pessoas um sentimento de desconfiança relativamente a estas campanhas, contudo, a fotógrafa vila-realense acredita que as pessoas ao conhecê-la se mostraram confiantes na hora de ajudar.

“Algumas pessoas têm algum receio em dar devido ao que se sabe que acontece em diversas situações semelhantes mas, como me conhecem e sabem que já estive em Moçambique, acabam por ficar mais confiantes”.

No interior da carrinha conduzida por Ana os donativos contam-se na casa das centenas, sejam eles quilos ou embalagens. “Só roupa de criança (entre os 0 e os 5 anos) levamos 17 caixas”, afirma sorridente apontando para o interior do veículo. A esta roupa juntam-se ainda mais de trezentos quilos em géneros alimentícios (massa, arroz, aveia, açúcar, farinha, feijão, grão, etc), mais de 100 pacotes de bolachas, quase três centenas de enlatados e dezenas de caixas de cereais e garrafas de óleo. Entre tudo aquilo que segue para o país africano vão ainda dezenas de litros de lixívia, sabão, toalhitas infantis, sabonetes, gel de banho e pasta de dentes.

Para Ana o difícil mesmo é ver as imagens da tragédia, “custa-me ver televisão, ver aquelas imagens. Se pudesse ia já para lá ajudar”.

Apesar de ter já feito a entrega dos donativos recolhidos até ao momento, Ana avisa que continuará a receber todos os bens que as pessoas queiram dar, contudo afirma que vai informar na página do Facebook que criou para esta campanha, quais os artigos que são de maior necessidade neste momento.

“Quando deixar esta entrega vou também perceber o que faz mais falta para comunicar às pessoas que ainda querem ajudar para que esses bem sejam enviados no próximo transporte”.

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