250 Enfermeiros em vigília em Vila Real

A meio da semana de luta pela sua classe, cerca de 250 enfermeiros juntaram-se hoje em vigília, frente à Câmara Municipal de Vila Real.

Ao longo dos três dias, que já dura a greve dos enfermeiros, têm sido várias as iniciativas da classe para mostrar o seu desagrado com a atual situação da sua carreira.

“Queremos sentar-nos com o Ministro da Saúde e dialogar, apresentar a nossa proposta e ouvir, da parte dele, uma contraproposta que possa existir, tentando assim chegar a um consenso”, diz-nos a enfermeira Lisete Jesus.

Esta “é uma luta de todos os enfermeiros, vemos a classe unida como nunca e isso quer dizer alguma coisa”, afirma Ana Luísa Santos, outra enfermeira em protesto em frente à autarquia vila-realense, concluindo com um resumo da noite de vigília: “correu muito bem, conseguimos juntar um grande número de colegas, estamos muito motivados para lutar pelo nosso futuro”.

Longe dos protestos tem estado o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), situação que, apesar de desagradar os profissionais, não lhes retira motivação, afirmam. “O SEP não nos representa e se continuar a dialogar sozinho com o governo não terá o nosso apoio. Temos vários colegas que já renunciaram ao SEP por discordar da posição assumida neste processo”, diz Lisete Jesus.

Em Vila Real são várias as unidades de saúde onde os efeitos desta greve se fazem sentir, em alguns casos todos os enfermeiros estão em greve. Apesar da taxa bastante elevada de grevistas, alguns não participam no protesto, “talvez por medo ou então por questões financeiras, uma semana de trabalho tem um peso significativo no nosso salário”, afirma a enfermeira Lisete.

A greve dura até sexta-feira (15 de setembro), dia em que está marcada uma grande manifestação nacional em Lisboa, “já temos um autocarro cheio e alguns colegas vão até ao Porto onde vão apanhar o autocarro para Lisboa”, conclui a enfermeira Ana Luísa Santos.

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