AAUTAD implementa projeto inédito na relação com os núcleos

A estrutura organizativa dos estudantes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) assenta em dois pilares: a Associação Académica, que representa todos os alunos e os Núcleos ou Associações de Estudantes que representam cada curso individualmente.

Se até agora estes dois pilares não trabalhavam em conjunto, desde que António Vasconcelos chegou à presidência da Associação Académica da UTAD (AAUTAD), que as coisas se têm alterado, tendo mesmo sido iniciado um projeto que faz com que todos os representantes de estudantes se juntem.

“A ideia é aproximar a associação dos núcleos. O nosso papel é defender os interesses dos estudantes mas são os núcleos que estão mais próximos dos seus alunos. Esta aproximação, e em especial a criação da Assembleia Geral de Núcleos, veio tornar esse diálogo mais fácil e mais constante.

António Vasconcelos, Presidente da AAUTAD

Outra vantagem que vemos é a aproximação dos núcleos entre si, nestas assembleias cada um apresenta a sua ideia para um evento que quer organizar e algumas vezes outros núcleos acabam por se juntar adicionando novas vertentes a esse evento.

Cada vez mais a AAUTAD sente que o trabalho que os núcleos fazem é muito importante, todos os eventos que organizamos com envolvimento direto dos núcleos é garantido que vamos ter um largo número de participantes, com a vantagem de trazerem também algumas preocupações que nós como associação académica, não conseguimos reparar.

Este projeto fez com que os núcleos se sentissem parte da associação académica, com que percebessem que a AAUTAD não está aqui apenas para criar normativas para tentar reprimir o seu trabalho, muito pelo contrário.

Basicamente a AAUTAD e os núcleos só trabalhavam em conjunto nas semanas de queima das fitas, receção ao caloiro, etc”, afirma António Vasconcelos ao nosso jornal.

Emanuel Oliveira é o elo de ligação entre a AAUTAD e as restantes organizações estudantis, o Dirigente de Apoio aos Núcleos e Secções sublinha a importância de ter os 27 núcleos e as 3 associações estudantis junto da AAUTAD, recorrendo ao seu próprio exemplo.

“Há dois anos atrás eu era presidente de um núcleo e a verdade é que não existia um contacto permanente com a associação. Existia o Conselho Académico, que reunia 2 vezes por ano para apresentação do relatório de contas e plano de atividades da AAUTAD.

Emanuel Oliveira, Dirigente de Apoio aos Núcleos e Secções

Nós idealizamos este projeto e fomos desenvolvendo contactos com os diferentes núcleos, procurando estar mais próximos dos presidentes para que percebessem que existimos para estar ao lado deles. Este projeto mostra-nos que a Associação Académica é os núcleos e os núcleos são a Associação Académica”.

Esse sentimento de satisfação é também verbalizado pelos presidentes de núcleos com quem a nossa reportagem falou.

“O maior problema era a distância que existia entre os núcleos e a associação e que impedia uma comunicação que pudesse ser favorável para ambas as partes. Agora é mais fácil passar as preocupações que os estudantes dos nossos cursos nos vão transmitindo para que a AAUTAD as consiga fazer chegar aos órgãos superiores”, afirma Maria João Guedes, Presidente do Núcleo de Estudantes de Bio-Engenharia.

“A partir do momento que este projeto se iniciou sentimo-nos mais próximos da associação, sentimos um maior apoio e isso é importante para o trabalho que realizamos. O facto de nos reunirmos regularmente para debater ideias e apresentar as diferentes iniciativas que organizamos acaba por nos incutir um sentimento de competitividade saudável e isso é bom porque aumenta o leque de eventos que se organizam na academia, bem como a sua qualidade”, reforça André Oliveira, Presidente do Núcleo de Estudantes de Biologia.

Maria João Guedes e André Oliveira, Presidentes de Núcleos de Estudantes

De facto, estas reuniões mensais são o ponto crucial deste projeto, é ali que as diferentes estruturas apresentam as suas preocupações e falam dos eventos que pretendem organizar. Em algumas destas reuniões já estiveram presentes alguns órgãos diretivos da academia o que aproxima os estudantes dos decisores, tornando assim o diálogo mais profícuo.

“Já organizamos um total de 8 assembleias e algumas delas especiais como a segunda que se realizou aqui, nas instalações da AAUTAD ou as que tivemos oportunidade de reunir com os presidentes das Escolas ou mesmo com o reitor e o Provedor do Estudante.

Na assembleia em que recebemos a visita do reitor os alunos puderam falar com ele cara a cara, apresentar as suas queixas e as suas preocupações. O que é certo que algumas coisas já vão mudando e isto dá-nos a garantia que juntos conseguimos ser mais fortes”, conclui António Vasconcelos.

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