Autarquia de Vila Real ameaça retirar contas da CGD

A Caixa Geral de Depósitos anunciou o encerramento de mais 70 balcões, entre eles o de Alves Roçadas em Vila Real.

Para o executivo liderado por Rui Santos, esta decisão é inaceitável e contrária à função de um banco público.

“Sendo a CGD pública e tendo tido durante décadas uma relação privilegiada com o setor Estado, não pode desvincular-se da sua função de proximidade com as populações e de garantia da existência de serviços bancários, mesmo em territórios menos populosos, mais periféricos e menos financeiramente atrativos. As razões economicistas que ditam esta nova estratégia de abandono territorial não são compatíveis com a sua responsabilidade social“, lê-se no comunicado emitido pela autarquia após a reunião do executivo, onde é ainda criticada a posição do banco que não ouviu os argumentos da autarquia a favor da manutenção deste balcão.

“Esta decisão é anunciada sem haver o cuidado de a discutir previamente com a autarquia de Vila Real, permitindo que esta última, como representante das populações, pudesse alertar a administração do banco para o erro que se prepara para cometer, demovendo-a de prosseguir“.

Na reunião do executivo foi ainda aprovada, por unanimidade, a proposta de Rui Santos de fechar as contas bancárias que a autarquia tem na Caixa.

No caso de a CGD optar por ignorar esta tomada de posição do Município e mantiver a intenção do encerramento do balcão Alves Roçadas, o Município de Vila Real transferirá os seus saldos para outras instituições bancárias, mostrando desta forma o desagrado pelo tratamento e consideração que a CGD demonstra pelo nosso território“.

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