Cristas critica estratégia do Governo para Linha do Douro

Presente em Vila Real numa conferência sobre energia, inserida na iniciativa “Ouvir Portugal”, lançada pelo CDS-PP há mais de um ano, Assunção Cristas acusou o Governo de atrasar a eletrificação da Linha do Douro para 2030.

Para a líder centrista, a ferrovia é um “ponto crítico”, chegando mesmo a acusar o Governo de António Costa “de atrasar” para 2030 a eletrificação da Linha do Douro e de “nada dizer” em relação à reativação da ligação a Espanha.

“É um ponto importante onde nós sinalizamos um atraso muito grande por parte do Governo. No programa anterior de investimentos estava previsto fazer a eletrificação da Linha do Douro. Neste PNI [Programa Nacional de Investimentos] nada se diz mais do que isso, pior, atrasa-se para 2030 a eletrificação da Linha do Douro e não é dito nada em relação à ligação a Espanha”, destacou.

A ferrovia foi mesmo um dos temas principais neste debate, com Cristas a salientar a importância deste transporte e a sua ligação a Espanha e ao resto da Europa, tanto para passageiros como para mercadorias.

“Este é um ponto crítico e é um ponto crítico quando pensamos na ferrovia em geral e nas condições que estamos ou não estamos a criar, e, infelizmente, não estamos a criar para podermos ligar a Espanha e ao resto da Europa”, referiu.

Assunção Cristas salientou que Portugal “ainda está muito atrasado” e considerou que o “Governo tem feito muito pouco neste domínio”.

“E uma coisa tão simples quanto a eletrificação que estava prevista no plano de investimentos anterior, no PETI, está agora a ser remetida para 2030. Portanto, o PNI não diz mais nada para além disso mesmo, é muito pouco, é muito curto para aquilo que devíamos estar, neste momento, a projetar”, frisou.

Para a presidente do CDS-PP, Portugal deve aproveitar “todos os fundos comunitários disponíveis” para fazer as ligações a Espanha garantindo assim a ligação a toda a Europa.

Em debate estiveram ainda temas relacionados com as florestas e gestão de recursos florestais, a sustentabilidade energética, a economia azul e o exemplo da gestão energética na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

“A área da energia é importantíssima para o nosso crescimento económico, para garantirmos um crescimento saudável e sustentável de todos os pontos de vista e para estarmos na linha da frente para uma economia mais verde e azul”, referiu Assunção Cristas.

Esta foi a 17.ª conferência das 20 projetadas e o objetivo é ouvir os especialistas convidados e recolher informações para o programa eleitoral do CDS.

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