Entrei na universidade, e agora?

A entrada na universidade é um momento marcante na vida de qualquer estudante, é o expoente máximo da vida académica com tudo o que isso pode trazer, desde a alegria à ansiedade. Para muitos é também a primeira vez que vão viver sozinhos, numa cidade diferente, numa realidade à qual não estão habituados e onde muitas vezes falta o apoio.

A pensar nisto a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) tem-se preparado ao longo dos anos para dar resposta a todas estas ansiedades e dificuldades com que os alunos se deparam, minimizando assim o impacto desta grande mudança.

Seja através do desporto, da cultura, do apoio médico ou de um apoio tutorial, são muitas as respostas da universidade transmontana para o seu corpo estudantil, não só para os que agora ali chegam mas para todos que ali escolheram continuar a sua formação.

O VivaDouro foi conhecer melhor alguns destes departamentos conversando com os seus responsáveis de forma a perceber quais os principais problemas com que os alunos se deparam e de que forma essa resposta é dada.

Isabel Alves – Programa de tutoria aos estudantes

Que apoio pode o seu gabinete dar ao aluno que chega pela primeira vez à UTAD?

Aquilo que nós fazemos é essencialmente preocupar-nos com o aluno quando ele chega pela primeira vez à universidade e temos muito presente que a mudança não é apenas uma mudança de espaço físico, não é apenas uma mudança de cidade ou de escola, é muito mais que isso. Temos presente que, no fundo, o aluno entra num novo patamar da sua vida, mudanças relacionadas com a própria idade, etc. Ou seja, temos consciência que é um momento de grande ansiedade, de grande mudança e transformação para o aluno. Claro que os alunos não são todos iguais e uns reagem de uma maneira bem mais relaxada que outros, mas tendo presente aquele aluno que poderá ter mais dificuldades aquilo que nós temos é desde logo um programa “Apoiar”, temos um observatório permanente para a promoção do sucesso escolar e do abandono a que damos importância, por exemplo, ao momento em que o aluno tenta desistir. Aquilo que nós fazemos é tentar perceber porque é que o aluno vai embora e se não temos maneiras de o ajudar e a partir daí estudamos formas de o ajudar que podem ir desde o encaminhamento psicológico, ou através dos serviços de ação social, que nos ajudam e ajudam o aluno a resolver problemas de ordem financeira, porque muitas vezes, lá está, uma daquelas transformações e mudanças que referi há pouco, é o aluno sentir que pela primeira vez tem nas suas mãos um pequeno orçamento que tem de o gerir e ter a perceção que o dinheiro poderá não chegar. Encaminhamos o aluno para uma área onde ele possa ser ajudado.

Podemos dizer que é uma construção do aluno como ser, como Homem?

Sim nós tentamos, até porque desde há uns anos para cá temos tido um cuidado particular com a semana de integração, precisamente para que o aluno não se sinta sozinho e cresça. Neste momento temos mais desenvolvido o programa tutoria, portanto um tutor, significa um docente que vai de alguma forma ajudar, não é do ponto de vista estritamente académico, não se trata disso, mas sim de ajudar o aluno a compreender os mecanismos da Universidade, tendo uma dúvida a quem se poderá dirigir, qual o encaminhamento. Vamos este ano, pela primeira vez, desenvolver um programa de mentoria, ter um conjunto de pares, que possam desde o primeiro momento, desde as matriculas, orientar também aquele aluno que chega pela primeira vez, que vai desde a questão da casa, até ao saber onde é que são os serviços entre outras questões. É essa a nossa preocupação, fazer com que essa transição seja o mais suave e positiva possível. Temos estas estruturas que pretendem precisamente ajudar o aluno a que ele não se sinta só, ou seja há alunos que são extremamente independentes, como deve imaginar, e portanto não precisam destas estruturas de apoio, mas há outros alunos para quem isto é importante e que poderá fazer toda a diferença em manter-se ou sair.

Do seu ponto de vista considera que é mais fácil um aluno ir de Vila Real para o Porto, ou do Porto para a UTAD?

Claro que, eu diria que sendo uma cidade do interior e, portanto, uma cidade mais pequena e uma cidade mais calma, que aparentemente tudo isto me parece ser mais fácil. Ou seja, a transição parece-me ser mais fácil, porque a cidade é mais pequena, o aluno mais facilmente e mais rapidamente percebe onde está, percebe os espaços e portanto, eu julgo que isso poderá ser mais fácil, mas como digo não tenho também elementos nem números que me permitam dizer que isso é sempre assim. Há muitos estudo que provam que o próprio contacto com a natureza acaba por ser um elemento benéfico para o bem-estar do o aluno e ele sente-se não só acarinhado pelo pelos humanos, digamos assim, mas também pelo próprio envolvimento natural que é agradável, e nisso o campus da UTAD é especial.

João Ribeiro – Unidades desportivas e culturais

Que apoio pode o seu gabinete dar ao aluno que chega pela primeira vez à UTAD?

Nós temos por missão precisamente promover um acesso democrático do desporto e da cultura a qualquer estudante sem qualquer diferenciação e portanto o que nós fazemos aqui dentro do nosso setor, que é o setor de atividades culturais e desportivas é basicamente isso, ou seja, é darmos acesso e promover uma série de dinâmicas e iniciativas no que toca à cultura, nomeadamente, absorvermos aqui tudo o que são secções culturais, como as tunas, o teatro universitário, o coro, por exemplo, ou seja, conseguimos ter aqui um espaço em que o estudante fora da sua atividade académica pedagógica, encontre outra atividade extracurricular que á a cultura.

Ou seja, um estudante de enfermagem, ou de medicina veterinária, pode pertencer a um grupo de teatro?

Qualquer estudante, independentemente de ser do primeiro, segundo, ou terceiro ciclo, não diferenciamos isso, nós queremos é que seja efetivamente um acesso democrático em que, obviamente, que estas secções culturais já estão organizadas, aliás, parte delas até fazem parte integrante da Associação Académica, que também têm por missão promover esse tipo de atividades e portanto, o que nós fazemos aqui é explicar o conceito de onde estamos sediados, é querermos que este edifício seja efetivamente quase o epicentro dos estudantes pós horário letivo.

Logo, temos a cultura e depois temos outra valência, que se calhar é aquela que temos maior dispersão, que não deixa de ser cultura, que é o desporto. Portanto, o que nós fazemos em termos de dinâmicas desportivas, também de acesso a qualquer estudante, é naturalmente toda a área do fitness, em que estamos a falar em mais de 15 modalidades desportivas, como por exemplo as aulas de fitness body pump, body jump, steps, aeróbicas, danças rítmicas, etc. Temos a sala de condição física propriamente dita em que as pessoas são sempre acompanhadas por técnicos de exercício físico, que são todos licenciados na área das ciências do desporto ou equivalente. Tudo isto num espaço com mais de 1600 m2.

Em termos de preço nós diferenciamos naturalmente, há um preço que é para externos porque também não podemos ser um mercado concorrente e desleal com a comunidade local, mas para funcionários e fundamentalmente para estudantes, os preços são muito mais acessíveis.

Temos outra área, mais duas aliás, que estamos a explorar neste momento, uma delas é uma área muito ligada diretamente à Associação Académica que é precisamente o desporto universitário de competição em que, não é de todo democrático, ou seja, é de acesso democrático numa fase inicial, mas depois há ali uma seleção de alunos que são os melhores atletas desportistas que vão representar a UTAD e a Associação Académica nos campeonatos nacionais universitários, nos campeonatos europeus e possivelmente, quem sabe, se a sua condição física e também desportiva for relevante podem ser chamados ainda à seleção universitária.

A outra área implica precisamente a promoção da atividade física regular, nomeadamente um campo que temos lá em cima em frente à Reitoria que era um antigo campo de ténis que passou a ser um campo de futsal outdoor. Esse sim é de acesso democrático a toda a gente em que qualquer estudante através de uma reserva pode praticar desporto regularmente com os seus colegas e com as suas pessoas mais próximas. Tal como os courts de ténis que funcionam no mesmo modelo.

Temos um corpo técnico muito orientado, muito focado e completamente formado para a parte da prescrição do exercício físico, acompanhamento e respetiva avaliação. Todo esse acompanhamento é feito sempre cruzado com a parte da saúde, nomeadamente temos a parte da nutrição e temos depois a outra parte, que é a parte da fisioterapia em que ela também tem aqui três grandes áreas, nomeadamente a fisioterapia propriamente dita, a massagem desportiva e ainda a parte da osteopatia. São áreas que todas elas se complementam entre si.

Este é um espaço que os estudantes podem usar fora do seu horário temos de ter consciência, se a memória não me falha, que mais de 70% dos alunos que são deslocados, portanto essas pessoas saem do seu conforto e do seu lar, vêm para cá, se não têm qualquer proteção ou não são acompanhadas pelo menos neste ponto de vista do horário pós letivo, esse estudante fica um bocadinho à mercê do que a cidade lhe pode oferecer. Por isso a UTAD tem essa responsabilidade e quer acima de tudo assumir esse compromisso, que é de facto criar aqui condições para que o estudante não tenha comportamentos desviantes, que se sinta integrado, que conheça novas pessoas e assim faça toda a sua vida académica para além da parte pedagógica e científica, que tenha um espaço onde possa fazer tudo o resto que lhe é extracurricular digamos assim.

Temos ainda no edifício outra grande valência que é precisamente uma sala de estudo 24 horas, que é fundamental para nós, porque o edifício tem sempre muita dinâmica.

Entendemos que este é sem dúvida alguma um serviço que é fundamental com o estudante e aí sim, nós costumamos dizer um bocado isto, é que nós somos a “mãe dos estudantes” quando cá chegam estamos cá para os servir acima de tudo. Este é o nosso foco e é a nossa missão.

Mário Gonzalez Pereira – Provedoria do Estudante

O que é o Provedor do Estudante e que apoio pode ele dar ao aluno?

O provedor do estudante é uma figura que está definida na lei, tem como principal objetivo, a defesa dos direitos e dos interesses legítimos dos estudantes. Isto obviamente remete um bocadinho para aquilo que serão os documentos legais que no fundo regem o funcionamento da universidade, desde logo o regulamento pedagógico, mas também todos os outros regulamentos que existem e que de alguma maneira tentam regular aquilo que é a atividade dos docentes, mas essencialmente do ponto de vista dos alunos. Portanto o provedor dos estudante é aqui, de alguma maneira, uma figura que tenta apoiar os estudantes, na maior parte dos casos resolver os problemas que vão surgindo e noutros casos no fundo encaminhar o estudante para aquilo que deve de ser o procedimento que ele deve adotar para fazer no fundo fazer valer os seus direitos. Logo a maior parte da minha atividade é exatamente essa, é no fundo recolher aquela sinalização que me é feita pelo estudante sobre situações que não estão a correr tão bem como deviam, isto nem sempre é por mal, ás vezes é porque o regulamento mudou e a pessoa infelizmente ainda não está a par das ultimas novidades ou ás vezes tem a ver com uma prática que se acha que é a melhor ou que é a mais adequada mas que de facto ainda que se possa achar isso não é verdade. Sumariamente a atividade do provedor do estudante é esta, é de garantir que os direitos do estudante estão a ser cumpridos.

Portanto, sumariamente é uma garantia que os estudantes têm de que há alguém dentro da universidade…

Que não é um estudante.

Que não é um estudante, é um docente de facto, porque o regulamento da UTAD, nos estatutos da UTAD definem que o provedor do estudante é um docente da UTAD. Podia não ser, podia ser alguém de fora, podia ser alguém que se calhar até já foi docente e se calhar até já está reformado, há muitas mais modalidades. As outras universidades adotaram processos que são ligeiramente diferentes, mas de facto é alguém que tem que despir a camisola de docente vestir a camisola quase de advogado sem ter formação em direito, de forma a poder fazer uma análise sobre se a situação que o estudante está a trazer de facto tem alguma sustentabilidade legal, isto no fundo se o estudante tem razão para se queixar ou não e tendo atuar de maneira a que resolver as situações que vão surgindo.

Entrei na universidade e estou com um problema, como é que eu encontro o provedor de estudante?

O provedor de estudante é uma figura que, por um lado está disponível para todos os eventos que são organizados quer pela universidade para os estudantes quer pelos estudantes e, portanto, tenho ido a todos esses eventos. Habitualmente é também organizada uma sessão de receção aos estudantes, o provedor está presente, o provedor vai ás escolas, o provedor tem reuniões com grupos de estudantes, está em permanente contacto com a associação de estudantes e para além disso, a figura do provedor está em “n” páginas da universidade, desde logo na página principal, está no SIDE, está no outro site que é o CAMPUS. É difícil não descobrir que existe. Agora também devo confessar, ás vezes chegam-me aqui estudantes que dizem “eu não sabia que havia aqui o provedor de estudante”. Há sempre aqueles que estão de facto um bocadinho mais distraídos e não seguem.

Joaquim Pereira e Daniel Borges – Bolsas, Unidade de Saúde e Residências

Que apoio pode o seu gabinete dar ao aluno que chega pela primeira vez à UTAD?

Todos os alunos têm conhecimento das bolsas existentes a que podem concorrer mesmo antes de saber onde são colocados, essas não dependem de nós, depois nós aqui, especificamente na UTAD, temos outro tipo de apoio que é o chamado Fundo de Ação Social, que tem duas vertentes: o subsídio emergência e a bolsa de colaboração.

Temos depois os chamados apoios indiretos que é o alojamento, que são as residências universitárias que nós temos e, para além das residências universitárias, há outro apoio que é, se o aluno não tiver lugar na residência universitária na bolsa de estudo é atribuído um complemento para o ajudar para ele alugar um quarto no exterior, a alimentação, a saúde e o bem-estar e a cultura e o desporto.

No geral são estes os apoios que nós temos para os alunos quando vêm para a universidade. Depois temos dentro de isto, algumas especificidades. Dentro do alojamento temos quartos adaptados para alunos com deficiência. Na área da saúde, se me surge um problema que nos ultrapassa encaminhamos para onde for possível encaminhar e articularmos com os apoios que nós temos do Serviço Nacional de Saúde.

Como é que o aluno tem conhecimento destes apoios?

Temos uma página na internet onde colocamos toda a informação e estamos também presentes durante o período de matriculas para dar todas as explicações e onde podem ainda recolher um desdobrável onde sintetizamos toda a informação necessária.

Se se quiserem candidatar à residência, também o podem fazer logo ali. Se, por exemplo, tivermos algum aluno que venha da Madeira e não tenha onde ficar  logo naquele dia a gente dá resposta para aqueles alunos. Depois tentamos anunciar as colocações nas residências no mais curto espaço de tempo para que aqueles que não são colocados tenham algum tempo para procurar alojamento no exterior.

O Daniel está mais responsável pelas residências, neste momento qual é o número de camas disponíveis?

Neste momento temos 532 camas.

Numa universidade em que 70% dos alunos são deslocados é uma resposta ainda parca?

Sim, nem suficiente para o número de pedidos que temos. Só de alunos do primeiro ano da primeira fase, tivemos não colocados mais de 200 alunos.

E estes cerca de 200 alunos, os que não ficam colocados, acabam todos por receber apoio do tal subsídio para alojamento no exterior?

Temos disponível, mas eles têm de cumprir vários requisitos para poder beneficiar desse apoio, nomeadamente, tendo concorrido à residência e não ficarem colocados, nós não temos uma vaga para eles, têm de ser bolseiros, têm que ter contrato de arrendamento e recibo mensal de renda que sabemos que muitos deles, infelizmente não conseguem obter o contrato, que estão em situação ilegal.

Para se ter ideia, nós o ano passado tivemos 986 candidatos do primeiro ano, ou seja, entraram na universidade 1300 alunos no primeiro ano, desses 1300, 986 candidataram-se a bolsa e foram bolseiros 719. Só neste universo de 719, 80% em média têm sido deslocados, ou seja, à volta de 500 alunos são deslocados, desses 500, cerca de 300 que se candidataram, 200 não ficaram colocados, 100 ficaram colocados.

Ou seja, caso não consigam uma colocação nas residências, há outras formas de suporte da universidade?

Sim, por decisão do Estado, foi alvo de um aumento, ou seja, até este ano era até o máximo 128,67€, para o ano que agora se iniciará esse apoio foi aumentado para até 174,30€. Foi um aumento considerável.

Há também a chamada Bolsa de Colaboração, como é que funciona?

A Bolsa de Colaboração no fundo é uma forma de apoiar os alunos que desenvolvem alguns trabalhos na universidade.

No ano de 2017, isto é significativo porque são muitos alunos, tivemos 214 alunos a trabalhar, com horários comuns em várias situações, por exemplo, ali no desporto é quase todo ele assegurado por estudantes e alguns bolseiros de investigação, o João Ribeiro e outros alunos que estão lá como investigadores, a fazer mestrados, a fazer os doutoramentos. Não é só no desporto, há alunos na limpeza, no balcão de atendimento, etc.

Como é que o aluno pode concorrer a essa vaga?

Através do preenchimento de um formulário, depois há um processo de escolha em que contam diversos fatores como por exemplo o ser ou não bolseiro, os primeiros têm vantagem sobre os segundos.

E tem havido muita procura para este tipo de serviço? As vagas têm ficado ocupadas, tem sobrado vagas, tem faltado vagas para tanta gente?

Isto é cíclico, enquanto as bolsas não saem há muitos pedidos. Começam a sair as bolsas, muitas vezes a gente precisa de alunos, mas já consegue para determinadas as áreas, principalmente estas áreas menos, mais difíceis, as limpezas. Aí já é mais difícil. E por um lado é bom, se eles conseguiram resolver os problemas deles, estarem mais desafogados é bom para nós, apoiamos na altura certa, é bom ser assim. Quando eles estão a precisar, pedem mais, a gente também tenta dar resposta nas várias áreas. A gente pensa que são poucas áreas, mas há muitas, por exemplo, o museu de geologia precisa sempre de alunos, o gabinete de imagem precisa sempre de alunos, principalmente quando há feiras, quando é a UTAD Júnior, quando há visitas de estudo, precisam sempre de muitos alunos, a veterinária, o hospital veterinário, ao lado na criação de animais na zootecnia.

Há ainda um Subsídio de Emergência, pode-nos explicar em que consiste?

O que é que a gente constatou a determinada altura? Que havia alunos que não eram bolseiros às vezes por dois cêntimos, três cêntimos. São feitas contas automaticamente, numa plataforma, é matemático e chega ali, vamos imaginar que a capitação é 7000€ para ser bolseiro, ele tem 7001€ já não é bolseiro.

De forma a darmos alguma justiça ao sistema, aumentou-se o limite da capitação em mil e tal euros e os alunos que ficam entre o limite da capitação feito pela direção geral e o outro limite que nós criamos, pode-se candidatar a esta bolsa, a este subsídio de emergência.

Ali falamos de 25.475€ certo?

Sim, é o que tem sido. O subsídio de emergência é igual ao valor da propina. Esses alunos que estão entre a capitação estabelecida pela direção-geral do Ministério da Educação e a nossa capitação que a gente estabeleceu, que é uma percentagem acima da outra, se ele se candidatar atribuímos-lhe bolsa. E tem sido atribuído cerca de 25, 27 bolsas

Dá cerca de 1000€ por cada um por ano.

É a propina. É uma forma também de apoiar alguns alunos, nunca são muitos alunos, até porque nós privilegiamos sempre a questão da colaboração. Ou seja, mediante uma colaboração com os vários serviços, damos-lhe um determinado valor, isto em detrimento de priviligiar o subsídio de emergência porque o dinheiro vem do mesmo bolo.

Antero Gonçalves – Unidades Alimentares

No que diz respeito a cantinas, qual a oferta que a UTAD tem neste momento para os seus alunos?

A cantina de Prados, que é a nossa cantina central, que está no Campus da UTAD. Depois temos a cantina de Codessais mas vai ser descontinuada, porque vamos apostar numa nova unidade aqui no Ex-CIFOP, para dar apoio ao Active Gym e também aos alunos residentes de Codessais.

No fundo  vamos replicar a oferta que estamos a fazer em Além-Rio e os complexos residenciais vão ter duas unidades alimentares onde nós podemos dar uma resposta muito mais eficaz num intervalo de tempo muito maior. Esta unidade só faz almoços ao público, só está aberta das 12h às 14:30. Abrindo a unidade no ex-CIFOP, em setembro já vamos para lá, conseguimos ter muito mais capacidade de resposta e, não só aos alunos residentes mas também aos clientes, aos alunos e não alunos do Active Gym, do nosso ginásio desportivo.

Além disso, como temos ali aquela unidade a tipologia vai mudar um bocadinho e vamos sempre neste complexo, dar uma resposta também de refeições de jantar, por causa dos residentes. Nós neste ano quando encerramos esta unidade ao jantar, fizemos uns serviços de take-away para os residentes, eles pediam ao almoço, guardávamos num frigorifico específico ali na receção e eles levantavam a sua refeição.

Todos os serviços de refeição estão agora centralizados no campus, uma vez que é aí que os alunos têm aulas, ao invés do que acontecia antigamente.

,