Lar da Nossa Senhora das Dores evacuado

Numa operação “complexa”, que envolve diversos profissionais de saúde, ambulâncias e um autocarro, o Lar da Nossa Senhora das Dores começou esta manhã a ser evacuado.

Os doentes (13 utentes e 7 funcionários), vão ser transferidos para o Hospital Militar do Porto, enquanto os outros 63 utentes do lar serão encaminhados para o Hospital Militar de Braga.

Em declarações à comunicação social, o presidente da câmara de Vila Real, Rui Santos, fala numa “operação logística complexa”, que envolve um autocarro e 29 ambulâncias.

Segundo o autarca, só foram testadas as pessoas que apresentavam sintomatologia. “Aquilo que é dito é que os testes não são seguros porque daqui podem dar negativo e daqui umas horas pode dar positivo”, explica.

Os idosos estão “ansiosos” e os funcionários estão “muito preocupados”, lamenta o autarca, admitindo que pode ter sido tardia a resposta a este caso.

O primeiro caso positivo nesta instituição foi detetado no domingo, tratando-se de um doente oncológico. O INEM foi chamado de imediato para fazer mais testes no domingo e só esta terça-feira foram conhecidos os resultados. “Todo este tempo é imenso”.

O presidente da câmara de Vila Real não compreende porque é que a região transmontana foi excluída da rede de laboratórios para o diagnóstico da Covid-19.

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro tem todas as condições para realizar testes e permitiria respostas em 24 horas em vez das atuais 72 horas, nota Rui Santos. Já foi enviada uma carta ao primeiro-ministro e à ministra da saúde a questionar para o caso.

“Dá-me a sensação que algo aqui se passa. Dá-me a sensação que estão em causa outros interesses… interesses talvez privados. Mas quero acreditar que tenha sido esse o motivo, quero acreditar que tenha sido um lapso.”

Depois da evacuação, o edifício localizado no centro histórico da cidade de Vila Real vai ser desinfetado.

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