Retoma de aulas presenciais na UTAD a 4 de maio “é difícil”

A garantia foi dada, em exclusivo ao VivaDouro, pelo reitor da universidade, António Fontainhas Fernandes.

De acordo com um despacho governamental as universidades deverão retomar as suas atividades a partir de 4 de maio, contudo, em declarações ao nosso jornal o reitor da UTAD, Fontainhas Fernandes, afirma que não há condições para retomar as aulas nessa data, ao contrário de alguns serviços.

“O despacho governamental diz que até 4 de maio as universidades têm que apresentar um plano de abertura das instituições de uma forma gradual e faseada, ou seja, abertura de serviços, sejam serviços regulares ou estruturas especializadas, as unidades de investigação, os serviços de ação social. Há um sinal claro do Governo da necessidade de retomar mas cada instituição tem que ter o seu plano, articulado com as autoridades locais de saúde.

É muito difícil, daqui até 4 de maio, iniciarmos as aulas, o que não significa que algumas, ao nível dos doutoramentos por exemplo, ou estágios, não possam retomar. Esta questão dos estágios é pertinente, e que a nós nos preocupa porque é a parte final de um curso. Um aluno que queira terminar o seu estágio, se a empresa que o recebe estiver nessa disposição e garantir a sua segurança, não vejo razão para que ele não aconteça. O mais importante é o bom senso e temos que analisar as situações caso a caso. Entretanto o ensino à distância vai continuar”.

Fontainhas Fernandes revelou ainda que, após uma reestruturação do calendário académico foi possível criar uma época específica para apoio extra aos estudantes, num ano que classifica como “anómalo”.

“Na UTAD as aulas terminavam a 6 de junho mas fizemos uma reestruturação do resto do calendário académico para que de 6 a 26 exista um período tampão para, caso exista necessidade, poder haver orientação tutorial e reforço do acompanhamento dos alunos atendendo a que é um na anómalo, podendo até existir ensino presencial em determinadas áreas que se revelem fundamentais. Neste momento o importante é a estabilidade e a segurança das pessoas. Já enviamos um comunicado aos estudantes a informar de tudo isto”.

O reitor critica ainda quem defende uma estratégia comum para o ensino superior em Portugal pelas características de cada instituição e do território onde estas se inserem.

“Há quem diga que deveria haver uma estratégia concertada a nível nacional mas isso é impossível, temos que ter em atenção, por exemplo, a localização de cada instituição. Não é possível comparar a UTAD, com a quantidade de alunos deslocados que tem, com a universidade dos Açores ou da Madeira”.

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