Vila Real acolhe exposição de carros de competição

 

Luís Pedro Martins, piloto

Luís Pedro Martins, piloto

Numa altura em que já se fazem os preparativos para o 45.º Circuito Internacional de Vila Real, aquela que já se afirma como a “capital nacional da velocidade”, acolheu, no passado dia 28 de março, uma exposição de carros de competição. A iniciativa realizada pela Associação Promotora do Circuito Internacional de Vila Real (APCIVR), teve como objetivo a divulgação da parte dos pilotos, dos seus automóveis e projetos para o futuro, ao mesmo tempo que o público ficou a conhecer alguns dos carros que vão encontrar nas corridas deste ano.

Por entre os carros de competição expostos na praça do município em Vila Real, não se ouviam os habituais motores característicos destes veículos. Aqui, o som era outro, era o som das centenas de pessoas que se passeavam pelas ruas a espreitar os projetos de alguns dos pilotos que irão ver competir no circuito deste ano. “Nestes momentos consegue-se atrair mais as pessoas e motivá-las para assistirem às provas”, explica Francisco Brito, membro da APCIVR.

Ao todo, foram 24 os pilotos que participaram neste evento. Luís Pedro Martins, um dos pilotos que participou na exposição, conta que, para si, esta paixão pelo automobilismo nasceu quando começou a ver as corridas no Circuito de Vila Real, que, na sua opinião “é o melhor circuito do Mundo”. Este gosto pelo mundo automóvel levou-o não só a participar em competições, mas também a criar uma empresa de aluguer de viaturas de competição.

Foi há 14 anos que João Sousa, outro dos pilotos participantes, ganhou o gosto pelas corridas através do pai, tendo começado a sua jornada pelas corridas de kartings. O jovem de 25 anos tenciona estrear-se este ano no Circuito Internacional de Vila Real, que, na sua opinião é “um circuito extremamente rápido, em que é preciso ter alguma coragem para fazer algumas partes a fundo”.

Para além dos habituais pilotos da região, esta iniciativa contou também com participantes de fora de Trás-os-Montes. Situação que, na opinião de Francisco Brito, se deve também ao facto de “as pessoas saberem que o evento tem um impacto que está a ser crescente”, aliado ao facto de que “só num ano vamos passar de campeonatos nacionais para uma prova mundial e portanto isto faz com que as pessoas adiram mais a este tipo de eventos”, acrescenta o membro da APCIVR.

Quando questionado acerca de quais os principais objetivos que a APCIVR tinha neste momento, Francisco Brito declarou que para além de irem manter o circuito até 2017, gostavam ainda de “ter um outro fim-de-semana com outro tipo de provas, eventualmente
de carros clássicos”, que, para além de “serem muito do agrado dos espectadores, fazem
também parte da história do circuito”, contou ao Viva Douro.

Em relação ao Circuito Internacional de Vila Real deste ano, a associação espera que “os habitantes se sintam orgulhosos por verem tanta gente de fora que dão um novo colorido à cidade”, revelou Francisco Brito