Vila Real lança campanha por mais segurança na A24

A Câmara Municipal de Vila Real, em conjunto com a Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), lançou hoje uma campanha alertando para a falta de condições de segurança na A24.

As reivindicações da autarquia vila-realense, e da região, não são de hoje, remontam já a 2015, ano em que a renegociação do contrato de concessão entre a empresa responsável por esta via e o Governo resultaram na diminuição de condições para quem ali circula.

Entre as condições que se perderam estão a remoção, da quase totalidade, dos postos SOS ao longo do traçado (Viseu-Chaves-Viseu), remoção na totalidade, da iluminação em todos os nós de acesso e saída, remoção total dos painéis de informação de condições atmosféricas adversas, redução dos limpa-neves para metade, passando de 8 para 4 e Redução do “patrulhamento” de apoio a avarias e acidentes, passando de duas equipas para uma equipa, que no período noturno apenas é ativada por chamada.

“Estas condições que permitem ao concessionário poupar, por exemplo, 300 mil euros em eletricidade, são condições que tornam a estrada mais perigosa, que tornam os acessos mais perigosos e que tornam a vida dos transmontanos e dos durienses mais difícil. Pagando nós, no interior, o quilómetro mais caro pelo uso da autoestrada do país, não compreendemos que o mesmo Estado trate de forma tão diferente os seus concidadãos, é uma injustiça.”, afirmou, à comunicação social o autarca Rui Santos.

Para o presidente da Câmara de Vila Real, “se, como dizem, e digo isto com alguma piada, a iluminação dos nós não causa qualquer incómodo e não acrescenta perigosidade a quem utiliza essas estradas, então que desliguem os nós de acesso em todo o país, que não os desliguem só no interior”.

A campanha agora lançada consiste na colocação de cartazes de grandes dimensões em vários pontos de acesso à autoestrada que liga Viseu a Chaves.

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