Admitidas duas candidaturas a Reitor da UTAD

Duas candidaturas a Reitor da UTAD/ Foto: Direitos Reservados

Foram admitidas duas candidaturas a Reitor da UTAD, a de António Fontainhas Fernandes, atual Reitor que tenta um segundo mandato e a de António Silva, que anunciou a sua candidatura no início do mês. 

O novo reitor será escolhido pelo Conselho Geral após audição pública e por voto secreto.

 

 

 

Conheça mais pormenores sobre as candidaturas a Reitor da UTAD: 

António Fontainhas Fernandes, candidato a Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)/ Foto: Salomé Ferreira

António Fontainhas Fernandes assume “Um Compromisso para o Futuro” com a candidatura a Reitor da UTAD

“Um Compromisso para o Futuro” será o lema da candidatura de Fontainhas Fernandes a Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, tendo como objetivo manter a trajetória de mudança e de abertura à sociedade, uma orientação que diz ser “vital para a sustentabilidade da Universidade e da região”.

As linhas orientadoras do programa contêm a ambição da Universidade para além de 2021, assumindo que “o futuro já é presente”.

Fontainhas Fernandes assume como objetivos principais a diversificação e crescimento no ensino, a focalização e reforço da investigação, e a valorização do conhecimento com impacto no território.

Considera ainda que para o cumprimento destes desígnios “é crucial manter o respeito por elevados valores éticos, de partilha de poder e envolvimento dos agentes da região, de prestação de contas e transparência, bem como de responsabilidade perante a sociedade”, afirmou.

O candidato defende que o futuro exige consolidar as dinâmicas coletivas de abertura à sociedade e à inovação, de acesso à informação, de partilha de informação e participação em redes de conhecimento nacionais e internacionais, bem como manter a interação do sistema científico com as organizações e a economia do território.

Fontainhas Fernandes reitera que a Universidade deve continuar a contribuir para aumentar a competitividade da região e do país, apoiar a transformação do território, originar novos produtos, tecnologias inovadoras e novas ideias.

“A abertura à sociedade e ao mundo permite afirmar uma UTAD mais comprometida com a coesão e a valorização do território”, sublinhou Fontainhas Fernandes.

 

António Silva, candidato a Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)/ Foto: Salomé Ferreira

António Silva candidata-se a reitor da UTAD por uma “Universidade Contemporânea”

O candidato sublinhou que a candidatura, apesar de se caracterizar como uma “rutura” com a política seguida pela atual equipa reitoral, não pretende ser uma candidatura contra o António Fontainhas Fernandes. António Silva ambiciona apostar na captação de novos alunos e uma maior abrangência temática de uma Universidade que, acusa, esta demasiada centrada na área da vinha.

“Candidato-me como personificação de um movimento que representa o pulsar da Academia”, afirmou António Silva, na apresentação da candidatura a Reitor da UTAD no Museu da Vila Velha, em Vila Real.

“Pretendemos uma Universidade, atual, global, universalista e multicultural que não esteja demasiado centrada à área do vinho e da vinha e que esteja aberta a novos alunos e novas áreas de excelência: às artes, à comunicação, às novas tecnologias. Pretendemos uma Universidade mais moderna, atrativa e internacional”, afirmou o candidato.

Transformar a UTAD numa universidade-fundação é outro dos objetivos que António Silva apresenta na candidatura.

“O futuro da UTAD passa por uma Universidade-Fundação, com 8.500 alunos, por investigação de referência a nível nacional e internacional, por assegurar a sustentabilidade da instituição com recurso a novas formas de financiamento, tornando a UTAD o motor de desenvolvimento regional e de coesão social e territorial do país”, explicou.

O candidato pretende apostar em áreas que “possam captar mais alunos”, como a “enfermagem, o desporto, a comunicação, veterinária, entre outras”. Para além disso, os objetivos de António Silva passam por uma “aposta séria na atividade internacional” e no “ensino à distância”, que neste momento considera estar “completamente parado”, e nos cursos de especialização técnica.

António José Silva também não poupou a gestão do atual reitor e a lógica de funcionamento da Universidade que o candidato definiu como feita “de cima para baixo, numa lógica ‘top to bottom’”, em vez de um funcionamento que envolva mais as forças vivas da Universidade e os seus quadros.

No que diz respeito à polémica dos convénios luso-brasileiros, em que o nome de António Silva aparece envolvido na investigação do programa “Sexta-Feira às 9”, da RTP, o candidato sublinha que “são dois processos completamente separados e independentes”, afirmando que a sua candidatura é por um “ideal de universidade”, que está “vertido no programa de ação” e garante que vai “aguardar serenamente” a evolução do processo.

“Assumo as minhas responsabilidades, ao contrário de outros, neste caso o reitor, que nunca o fez. Darei sempre a cara pelas minhas convicções, tenham elas consequências éticas, disciplinares ou criminais”, sublinhou António Silva.

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