Amendoeiras em Flor atraem dezenas de milhares de pessoas a Vila Nova de Foz Côa

Carro no desfile alegórico / Foto: Sofia Costa

Decorreu de 24 de fevereiro a 12 de março a 36.ª edição das Amendoeiras em Flor e dos Patrimónios Mundiais. Foram três fins de semana com diversas atividades e, segundo a autarquia, o balanço foi positivo. 

Esta assume-se como a maior festa do concelho, quando se refere ao número de pessoas a visitar Vila Nova de Foz Côa.  Nos três fins de semana de atividades, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duarte, afirma que passaram pelas ruas “dezenas de milhares de pessoas”.

Por representar uma forma de promoção e divulgação da região, a autarquia admite ser um festival preparado com algum cuidado. Já é tradição que o último dia de festa seja o principal em termos de visitação. Este ano a estimativa é de cerca de vinte mil pessoas, só no domingo.

A opinião é comum quando se fala dos motivos que levam as pessoas a deslocar-se ao concelho. A história e a amendoeira são a principal atração daqueles  que visitam Foz Côa.  Estas duas vertentes juntam-se e dão forma ao tão conhecido desfile etnográfico.

Já passavam das 14 horas, do dia 12 de março, quando o cortejo saiu à rua. Contaram-se cerca de meia centena de carros alegóricos, representativos da região.

“Gosto desta animação, destes carrinhos todos enfeitados, gosto de tudo”, disse Maria Rolo, habitante de Foz Côa.

Os locais corroboram-se nas opiniões, assumindo como mote a “animação”, no que respeita à representação que têm as Festividades das Amendoeiras em Flor.

“Este desfile é a própria imana das associações, das IPSS, das juntas, é mesmo do povo. São eles que fazem e constroem estes carros alegóricos com muito carinho e muito amor para divulgarem as suas freguesias aos turistas”, assertou o autarca.

No caso de Ana Silva, de Monção, foi a primeira vez que visitou esta festa, mas ficou a promessa de voltar. Encantada com o desfile etnográfico e com os costumes da região aí representados, afirma que “é bonito ver os idosos a participar”.

Apesar do tempo às vezes pregar partidas, este ano reuniram-se todas as condições para que esta festa fosse um sucesso. Nas ruas encontravam-se pessoas de várias zonas do país e também do estrangeiro. Por ser um evento com bastante relevo no concelho, os emigrantes que conseguem tirar uns dias de férias vêm à sua terra natal assistir e participar naquele que é o momento em que Vila Nova de Foz Côa está em flor.

“Na abertura deste festival, costumámos fazer uma sessão de fados com artistas locais. Há um emigrante que não costuma falhar e veio diretamente da Suíça participar. Tanto da França como da Suíça, aqueles que podem vêm”, declarou Gustavo Duarte.

Com a enchente de visitantes, o comércio tem, de uma forma geral, uma influência positiva. Julieta Fernandes, proprietária de um estabelecimento comercial acredita que “o maior contributo desta festa é a divulgação de Vila Nova de Foz Côa, que é importante”.

As festividades contaram com a presença de vários nomes da música, do panorama nacional, tais como Quim Barreiros, André Sardet, Kilimanjaro, entre outros artistas e outras atividades. Para encerrar esta edição,  pode assistir-se ao concerto dos Amor Electro e ao tradicional fogo de artifício.

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