Autárquicas 2017: qual o futuro dos autarcas da CIM Douro?

Foto: Direitos Reservados

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A cerca de um ano das eleições Autárquicas de 2017 o VivaDouro inicia este mês uma série de conversas com os vários autarcas pertencentes aos 19 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro com vista a perceber a disponibilidade de cada um deles para eventuais candidaturas aos cargos que ocupam. Fique agora a conhecer os planos para o futuro dos autarcas de Tabuaço, Penedono, Lamego, Armamar, São João da Pesqueira e Santa Marta de Penaguião.

Carlos Carvalho, presidente da autarquia de Tabuaço/ Foto: Salomé Ferreira

Carlos Carvalho, presidente da autarquia de Tabuaço/ Foto: Salomé Ferreira

Carlos Carvalho: “Defendemos um projeto com continuidade”

Carlos Carvalho, presidente da autarquia de Tabuaço, mostra-se disponível para continuar o projeto que iniciou em 2013, altura em que assumiu o cargo de edil na autarquia.

“Defendemos nas últimas autárquicas um projeto com continuidade, que não se esgota em quatro anos. Portanto, a nossa vontade, não só minha mas daquilo que é este projeto, é de novamente nos colocarmos ao sufrágio da população nas eleições do próximo ano”, afirmou ao VivaDouro.

“Acredito que aquilo a que nos propomos para os próximos quatro anos seja, no fundo, a continuidade de um processo, parece-nos que deixar as coisas a meio do caminho não tem o mínimo do sentido”, acrescentou.

No que diz respeito à concretização do programa eleitoral apresentado em 2013, o edil de Tabuaço revela que “existiram uma série de fatores que não permitiram, na plenitude” concretizar os “nossos principais objetivos”. Facto que se fica a dever “aos enormes constrangimentos financeiros que a Câmara de Tabuaço, tal como os que o próprio país atravessa”, acrescentou.

No entanto, Carlos Carvalho sublinha que o executivo conseguiu cumprir as “principais estratégias” a que se tinha proposto no início do mandato.

Carlos Carvalho realça ainda o facto de estar a decorrer o terceiro ano do mandato e ainda não terem sido disponibilizadas as verbas do Programa Comunitário Portugal 2020. No entanto, o autarca acredita que os fundos vão ser desbloqueados no “início do próximo ano”.

“É uma situação que nos desagrada um pouco (autarquias). Sem termos qualquer tipo de culpa, vamos acabar por ser conotadas com obras no último ano do mandato, quando no fundo não dependeu de nós, mas sim da conjuntura nacional e aprovação de fundos comunitários”.

O presidente da autarquia de Tabuaço aponta como uma das maiores dificuldades “a sangria diária de pessoas que saem” do concelho. Nesse sentido, Carlos Carvalho considera que “mais importante do que a obra física é realmente criar melhores condições para ir estagnando esta realidade”.

Carlos Esteves Carvalho, presidente da autarquia de Penedono/ Foto: Salomé Ferreira

Carlos Esteves Carvalho, presidente da autarquia de Penedono/ Foto: Salomé Ferreira

Carlos Esteves de Carvalho: “Estou disponível para me recandidatar” 

Em Penedono, Carlos Esteves de Carvalho, presidente da autarquia desde 2009, mostra disponibilidade para se recandidatar a mais um mandato (o terceiro) nas eleições Autárquicas de 2017.

“Há uns tempos para esta parte tomei decisões para comigo próprio e a única coisa que posso dizer neste momento é que estou disponível para me recandidatar”, revelou ao VivaDouro.

No entanto, Carlos Esteves de Carvalho realça que, “não basta só a gente querer e no meu caso concreto há uma estrutura partidária por trás de mim que efetivamente terá sempre uma palavra a dizer, mas eu estou disponível para fazer mais um mandato”, afirma novamente o edil.

Já no que diz respeito ao balanço do período em que se encontra à frente da autarquia, o autarca acredita que “por mais que se faça nunca se está satisfeito porque os problemas de ontem que procuramos resolver hoje, são em simultâneo com os problemas de hoje que queremos resolver amanhã. Portanto há uma satisfação em mim mas uma sensação de algo incompleto, que quero completar”, concluiu.

Francisco Lopes, presidente da autarquia de Lamego/ Foto: Salomé Ferreira

Francisco Lopes, presidente da autarquia de Lamego/ Foto: Salomé Ferreira

Francisco Lopes: “Os meus planos são voltar à EDP”

A lei de limitação de mandatos impede Francisco Lopes de recandidatar-se novamente à autarquia de Lamego no próximo ano.

À frente da Câmara Municipal desde 2005, Francisco Lopes, faz um “balanço muito positivo” do seu percurso enquanto autarca. “Não digo que seja extraordinário porque em política há sempre processos que não correm bem e que obviamente nos marcam e fica sempre um amargo de boca quando não se consegue fazer tudo aquilo que se desejava, mas, em termos gerais, foram 12 anos de muito trabalho, de muitas realizações”, afirmou.

“Sairei daqui com a consciência de dever cumprido no último dia que sair da Câmara porque até sair continuarei a fazer aquilo que procurei sempre fazer durante estes 12 anos: olhar para a frente e perspetivar o futuro de Lamego e planificar o que é necessário nos próximos anos”, acrescentou.

A cumprir o último ano do terceiro mandato enquanto presidente da autarquia de Lamego, Francisco Lopes ainda não aponta nome para um possível sucessor.

“Como é sabido o meu vice-presidente renunciou ao mandato e portanto não tenho um sucessor natural, em todo o caso, o PSD, como o maior partido da coligação, tem múltiplos quadros que podem ser bons candidatos e o PSD como partido aberto à sociedade civil também tem na sociedade, entre pessoas que não são militantes mas são próximos, bons candidatos”, disse ao VivaDouro.

“Os nomes estão a ser avaliados e analisados cuidadosamente e a seu tempo vão surgir”, reiterou.

No que diz respeito ao seu futuro profissional, Francisco Lopes revelou ao VivaDouro que gostava de terminar o período de “vida ativa” que lhe resta na EDP, empresa onde é Quadro Superior, no entanto, o autarca não põe de lado a hipótese de se manter na política.

“Os meus planos são voltar à empresa. Esse é o meu plano A, poderá haver um plano B que não antevejo mas não excluo”, afirmou.

Se por um lado a política não está fora de questão para Francisco Lopes, por outro, a candidatura a presidente de outra autarquia está.

“Está fora de questão por vários motivos. Primeiro, 12 anos é suficiente em termos de esforço pessoal. Segundo porque não há cidades disponíveis ao nível de Lamego, portanto está fora de questão ser presidente de outra Câmara que não tenha a dimensão e que não seja o desafio que foi para mim Lamego”, concluiu.

João Paulo Fonseca, presidente da autarquia de Armamar/ Foto: Salomé Ferreira

João Paulo Fonseca, presidente da autarquia de Armamar/ Foto: Salomé Ferreira

João Paulo Fonseca: “Um mandato é manifestamente insuficiente” 

“Com certeza que sim”, foi esta a resposta de João Paulo Fonseca, presidente da autarquia de Armamar, quando questionado acerca da disponibilidade em se recandidatar novamente ao cargo que ocupa.

“Sempre achei que um mandato é manifestamente insuficiente para levar a efeito todos os projetos a que nos propusemos fazer no concelho. Percebemos que o primeiro mandato é de preparação, de projetos, e a concretização desses projetos vai muito para além de um mandato de quatro anos, portanto com certeza que o farei, e com a mesma vontade que o fiz desde o primeiro dia em que entrei na Câmara”, afirmou ao VivaDouro.

Ao longo destes três anos, João Paulo Fonseca, revela que sente o apoio e compreensão da população. “Aquilo que é a minha vontade, com o apoio que vou sentindo todos os dias, conjugando essas duas situações não podia deixar de ser candidato”, confessou.

“É evidente que não fizemos tudo aquilo que pretendíamos, a população também entende isso, os tempos são difíceis, diferentes daquilo que era a vida autárquica há uns anos, mas também percebem que quer da parte do presidente, quer do restante executivo, houve sempre empenho e dedicação para fazermos o melhor pelo concelho”, explicou.

De acordo com a visão do presidente ainda “falta fazer muito em áreas que não são tão visíveis, nem são aquelas obras de betão”, nomeadamente na área do ambiente, tratamento de afluentes e a falta de cobertura na área das águas.

Já no que se refere à construção de infra estruturas que “fazem falta à população”, o edil pretende construir o Auditório Municipal, com vista a “dar continuidade à política cultural que temos vindo a desenvolver e que tem crescido muito” e ainda o Pavilhão Desportivo.

Ao fazer um “balanço positivo” do mandato, João Paulo Fonseca, revela que as acessibilidades rodoviárias a Armamar são outra das prioridades.

José Fontão Tulha, presidente da autarquia de São João da Pesqueira/ Foto: Salomé Ferreira

José Fontão Tulha, presidente da autarquia de São João da Pesqueira/ Foto: Salomé Ferreira

José Fontão Tulha: “Ainda não decidi qual vai ser o meu futuro”

O autarca de São João da Pesqueira ainda não decidiu qual o caminho que vai seguir no futuro no que diz respeito às Autárquicas de 2017. No entanto, José Fontão Tulha sublinha que sente o apoio do Partido Social Democrata (PSD), força política pela qual foi eleito em 2009.

“Neste momento ainda não defini, quer pessoalmente, quer profissionalmente, qual vai ser o meu futuro”, afirmou ao VivaDouro.

“Como nunca tive uma vida ligada à política, o meu objetivo quando fui convidado em 2009 para a Câmara, foi sempre fazer o melhor para o território, sem me preocupar comigo próprio”, justificou José Fontão Tulha.

“ O único fator que me poderá influenciar é a minha disponibilidade, pessoal e mental, para poder dizer que vou enfrentar mais quatro anos de mandato”, acrescentou.

No entanto, o edil de São João da Pesqueira confessa que a sua “preocupação neste momento ainda não é com as próximas eleições. A minha preocupação agora tem sido concretizar os projetos e as ideias que nós temos”, revelou.

Relativamente ao programa eleitoral, José Fontão Tulha, revela que os compromissos ainda “não estão cumpridos”, uma vez que “não os podíamos efetuar por nós próprios, falta o principal que são os fundos comunitários para os concretizar”, afirmou.

“Se não conseguirmos ter junto dos quadros comunitários esses valores, para realizarmos os nossos projetos, não é possível de todo fazê-lo”, acrescentou o edil.

“Felizmente o 2020 está a começar a abrir algumas candidaturas que estão aprovadas, mas estamos à espera de outras”, disse ao VivaDouro. No entanto, José Fontão Tulha ressalva que não se sente “defraudado” por não ter sido possível concretizar todos os objetivos, visto que “não dependia diretamente de nós (executivo) ”, concluiu.

Luís Machado, presidente da autarquia de Santa Marta de Penaguião / Foto: Salomé Ferreira

Luís Machado, presidente da autarquia de Santa Marta de Penaguião / Foto: Salomé Ferreira

Luís Machado: “Serei novamente candidato”

O atual presidente da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião, Luís Machado, pretende candidatar-se novamente ao sufrágio da população nas próximas eleições.

“Serei novamente candidato. O próprio partido socialista já decidiu nos órgãos nacionais que os atuais presidentes de Câmara, que se queiram candidatar, serão sufragados pelo partido”, sublinha o edil.

Luís Machado aponta duas razões para a sua recandidatura, “primeiro é indispensável que vamos a eleições para percebermos se os nossos munícipes estão agradados ou não com o nosso trabalho, se nos dão nas urnas o apoio do trabalho desenvolvido durante este mandato”, explicou.

Em segundo lugar, “para acabar o projeto”, que iniciou quando assumiu a presidência da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião. “O nosso projeto é de valorização das pessoas, 71% do nosso investimento é nos cidadãos”, acrescentou Luís Machado, ao afirmar que o “ênfase” da autarquia se concentra essencialmente na área social, de educação e cultura.

Temos de facto condições excecionais para nos afirmarmos na região como um concelho de referência e no país. Isso implica de facto investimentos avultados que só serão possíveis com o apoio do Portugal 2020 em que nós queremos transformar Santa Marta num local de visitação obrigatória na região

Estamos convictos que vamos criar riqueza no nosso concelho- fixar e atrair pessoas

“Orgulhosamente vimos que o programa eleitoral está cumprido na generalidade”, afirma o presidente. No entanto, Luís Machado aponta ainda dois projetos que faltam concluir: o espaço wireless e o problema dos transportes públicos.

O edil acredita que o projeto do espaço wireless vai ficar concluído até ao final do mandato, situação que pode não vir a acontecer com os transportes públicos. “A nossa vontade é cumprir esse compromisso mas é difícil e não depende exclusivamente do município”, sublinha.

“Se dependesse exclusivamente de nós cumpriríamos e apresentávamo-nos a novas eleições com o dever cumprido e com os compromissos todos cumpridos”, acrescenta.

De acordo com Luís Machado a “primeira missão” da autarquia é “trabalhar para as pessoas”, nesse sentido, o executivo encontra-se “muito satisfeito” com o trabalho desenvolvido até ao momento.

 

 

 

 

 

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