Balanço dos autarcas da CIM Douro um ano após as eleições

Um ano após as eleições autárquicas o VivaDouro foi conversar com os 19 autarcas da CIM Douro fazendo um pequeno balanço do que tem sido este mandato.

A noite eleitoral de 1 de outubro de 2017 confirmou a superioridade de autarquias ganhas pelo PSD, um total de 9, mais três conseguidas em coligação com o CDS-PP.

Nessa noite foram duas as surpresas registadas. Pela primeira vez uma candidatura independente subiu ao poder, aconteceu em São João da Pesqueira onde o PNT de Manuel Cordeiro veio a conseguir 54.09% dos votos. Em Murça, contra todas as expectativas a Câmara Municipal mudou de mãos, José Maria Costa era o autarca que se recandidatava mas o socialista perdeu para Mário Artur Lopes, candidato laranja.

Em Lamego a noite foi longa e só com os votos todos contados é que Ângelo Moura, candidato do PS, pode festejar a vitória que marcou o fim de um longo legado da direita à frente da autarquia.

Situação contrária viveu-se em Vila Real onde Rui Santos conseguiu a reeleição com quase 68% dos votos, garantindo 7 dos 9 vereadores.

No que diz respeito aos dados da abstenção, a nível global a região atingiu os 34,19%, resultado melhor do que em 2013 onde foram ultrapassados os 36%.

Alijó – José Paredes

O balanço deste primeiro ano de mandato é bastante positivo. Foi um ano de intensa atividade nas várias áreas de atuação da autarquia, destacando a grande promoção do Concelho de Alijó com a Candidatura às 7 Maravilhas à Mesa. Em relação a grandes obras, já estão em curso vários procedimentos para o arranque de obras fundamentais no Município. Menos positivo são os limitados fundos comunitários e o desinvestimento do Governo em vias estruturantes na promoção da economia dos Territórios de baixa densidade.

Fator + – Promoção do concelho nas 7 Maravilhas à Mesa

Fator – – desinvestimento do Governo em vias estruturantes como por exemplo a Linha do Douro.

Armamar – João Paulo Fonseca

Este primeiro ano tem corrido dentro daquilo que consideramos expectável. Foi um ano em que implementamos alguns serviços muito importantes para a população como o Sistema Integrado de Mobilidade (SIM). Neste momento todo o concelho tem transporte assegurado para aceder à sede do concelho, a um custo muito reduzido. Estamos agora na fase dos programas comunitários serem lançados e aí temos diversos projetos já aprovados e que estão a arrancar.

Fator + – A implementação do Sistema Integrado de Mobilidade (SIM)

Fator – – O atraso na construção da ligação entre Fontelo e a A24

Freixo de Espada à Cinta – Maria do Céu Quintas

Este primeiro ano vem no seguimento do mandato anterior, temos vindo a trabalhar da mesma forma, sem dinheiro, o que implica andar sempre com muita contenção no mais que posso. Ajudar as pessoas, tal como tinha feito no primeiro mandato. Temos também estado a negociar o empréstimo de substituição de dívida para conseguirmos resolver algumas situações existentes e podermos ficar com uma margem para o futuro. Não prometi nada, prometi fazer o melhor que posso e é isso que tenho feito.

Fator + – Ver o sorriso da pessoas reconhecendo o que fazemos, esse lado humano

Fator – – O constrangimento financeiro continua a ser o grande problema

Lamego – Ângelo Moura

Cumpridos 365 da eleição, entendo que os principais objetivos definidos em campanha eleitoral estão a ser cumpridos. Desde logo a moralização da vida pública, transparência na ação e isso julgo que é inequívoco para todos os lamecenses. É uma forma diferente de gerir a coisa pública. Outro compromisso era tratar todas as freguesias por igual e isso está a acontecer. O equilíbrio orçamental começa também a ser uma realidade apesar do espaço temporal ser ainda curto.

Fator + – A transparência e o rigor das finanças públicas

Fator – – Não conseguir satisfazer as necessidades diárias dos munícipes

Mesão Frio – Alberto Pereira

É um balanço extremamente positivo, na linha do que tem sido feito ao longo dos últimos oito anos. Portanto quando uma pessoa dá o máximo e o melhor não podem haver grandes alterações. Estamos a tentar fazer um trabalho à imagem do que fizemos anteriormente, claro está que inovando aqui ou ali, indo além sempre que a situação financeira nos deixa. Felizmente a nossa autarquia está melhor a cada dia que passa e vamos tentando implementar novas medidas sem nunca estragar o que já foi feito

Fator + – A forma como temos aplicado os fundos comunitários, somos o município da CIM Douro com maior taxa de execução

Fator – – Os constrangimentos financeiros que continuamos a viver

Moimenta da Beira – José Eduardo Ferreira

Ao longo deste primeiro ano destaco a grande intensidade de trabalho com todos os agentes do desenvolvimento do concelho. Intensidade essa que tem mantido uma grande capacidade de investimento por parte dos agentes económicos e uma ligação permanente do município aos interesses que são de todos nós. A forma como as diversas organizações sociais olham umas para as outras e para aqueles a quem nos dedicamos é também um fator de destacar ao longo destes 365 dias.

Fator + – A intensidade de trabalho que temos mantido no município

Fator – – Os atrasos e a falta de investimento que continuamos a verificar na nossa região

Murça – Mário Artur Lopes

Ao longo deste primeiro ano aquilo que fizemos foi sobretudo o diagnóstico e, no fundo, uma preparação e organização dos serviços para que consigamos ter um resto de mandato tranquilo, acima de tudo penso que seja este o fator mais importante. Destaco ainda o lançamento do concurso para o alargamento da zona industrial que forçosamente será uma mais-valia económica para o nosso concelho.

Fator + – A abertura do concurso para duplicar o número de lotes da zona industrial

Fator – – A herança que encontramos, infelizmente é pior do que estávamos à espera

Penedono – Carlos Esteves de Carvalho

Estou no primeiro ano do meu último mandato e a preocupação com as pessoas continua a ser a minha prioridade, aquilo que mais me motiva. Porque continuo com a preocupação da melhoria ambiental no meu concelho toda a questão que diz respeito a resíduos e saneamento básico é para mim uma prioridade conseguir concluir neste mandato a rede de ETAR’s que tinha na minha cabeça. É evidente que tem havido algumas pedras no caminho mas elas têm sido afastadas. Continuamos também a apostar fortemente na criação de emprego.

Fator + – A preocupação ambiental e a atenção às pessoas

Fator – – O recém encerramento da estação dos CTT de Penedono

Peso da Régua – José Manuel Gonçalves

Este tem sido um ano onde temos vindo a realizar um trabalho de continuação e a concretizar um conjunto de projetos que consideramos importantes para o concelho, alguns que se estão a materializar em projetos e outros que já estão em candidatura. Essencialmente foi um ano de projetos e candidaturas que irão no próximo ano resultar no arranque de uma série de projetos que elencamos durante a candidatura e que consideramos essenciais.

Fator + – A coesão que existe na região em áreas estratégicas para o nosso território

Fator – – A demora no entendimento final do futuro para o hospital D. Luiz I

Sabrosa – Domingos Carvas

O balanço é francamente positivo. Estamos a cumprir com aquilo a que nos propusemos, sobretudo as obras de vulto, que mais significam para as pessoas. Estamos com uma taxa de execução orçamental que ronda os 80%, que de alguma forma reafirma o nosso compromisso. Temos tido algumas dificuldades, em especial pelo Ministério das Obras Públicas que não nos tem atendido como nós gostaríamos, sobretudo na requalificação da via panorâmica que liga Sabrosa ao Pinhão.

Fator + – A abertura do concurso para a via panorâmica Sabrosa-Pinhão

Fator – – A morosidade que este processo tem

Santa Marta de Penaguião – Luís Machado

Foi uma ano em que conseguimos alavancar os projetos comunitários e que de facto nos permite preparar e estruturar o nosso município para que nos anos futuros Santa Marta de Penaguião seja um concelho atrativo e que tenha pessoas. Temos feito um forte investimento nas questões sociais e na educação acreditando que iremos colher os frutos desta aposta mais tarde.

Fator + – Consolidação das políticas sociais e a aposta na educação

Fator – – As dificuldades financeiras que continuamos a enfrentar.

São João da Pesqueira – Manuel Cordeiro

O balanço deste primeiro ano é feito com um duplo sentimento. Por um lado foi um ano difícil, muito exigente, quer pelo esforço pessoal que cada um de nós deu à causa, quer pelos constrangimentos financeiros que vivemos, em especial com pagamentos em atraso que tivemos que fazer e que atrasaram alguns dos nossos projetos. Ainda hoje continuam a aparecer faturas das quais não fazíamos ideia. De qualquer forma conseguimos ainda fazer coisas bastante positivas como por exemplo a Vindouro.

Fator + – A organização da Vindouro, o reflexo que teve na imagem do concelho e no orgulho dos pesqueirenses

Fator – – Os constrangimentos financeiros com que nos deparamos

Tabuaço – Carlos Carvalho

Este ano tem sido essencialmente de continuidade. No primeiro mandato ficamos com muitas candidaturas aprovadas mas o atraso do próprio quadro comunitário deixou-as por efetivar. Agora estamos a dar andamento nos projetos que já estavam aprovados e que são essencialmente ao nível da mobilidade urbana, regeneração urbana, ambiente, economia e outros. Temos ainda algumas dificuldades financeiras, contudo continuamos empenhados e com vontade de fazer mais e melhor.

Fator + – O desenvolvimento do quadro comunitário

Fator – – A falta de uma política séria para o interior do país

Tarouca – Valdemar Pereira

Este mandato temos continuado o trabalho que nos caracteriza, ouvir as pessoas, estar com elas. Uma situação que conseguimos resolver foi a nossa dívida acima do limite legal. Quando chegamos à câmara há 5 anos estávamos com 5 milhões de euros a mais do limite legal de endividamento, no primeiro semestre deste ano conseguimos sair dessa situação. Esse foi, para nós, o aspeto de maior relevo neste primeiro ano.

Fator + – A proximidade do executivo com as pessoas

Fator – – Dificuldade em fixar população no concelho

Torre de Moncorvo – Nuno Gonçalves

Estes 365 dias após as eleições podemos dizer que estamos a ganhar a aposta que fizemos, em especial nas candidaturas com cerca de 10 milhões de euros aprovados e portanto é um ano muito profícuo. No que diz respeito à taxa de execução ela tem sido bastante alta, por isso os moncorvenses estão agora a usufruir de um trabalho que foi feito durante o mandato anterior. Na minha tomada de posse assumi que este mandato era de investimento e é isso que se está a verificar.

Fator + – A requalificação das ETAR’s e PITAR’s que estamos a fazer no concelho

Fator – – O atraso na replantação da Serra do Reboredo

Vila Nova de Foz Côa – Gustavo Duarte

Este é o primeiro ano em que fundos comunitários estão verdadeiramente a ser aplicados. No concelho de Foz Côa é incontornável a questão do Parque Arqueológico e do Museu do Côa. Até ao final do ano vamos colocar mais 5 milhões de euros a concurso e teremos o arranque da Foz Côa Story House e os passadiços que dentro de poucas semanas estarão em concurso com o objetivo de os ter a funcionar já no próximo verão.

Fator + – O crescimento do turismo e do investimento no concelho

Fator – – Nem sempre as coisas correm à velocidade que nós gostaríamos.

Vila Real – Rui Santos

Ao longo deste ano temos vindo a cumprir aquilo que foram as nossas promessas eleitorais, estamos a cumpri-las na íntegra. Prometemos, cumprimos. Fizemos isso entre2013e 2017 e estamos a fazê-lo agora entre 2017 e 2021. Deste ano há ainda a destacar a solução encontrada para o edifício do que seria o Hotel do Parque que acreditamos que entre em obra já no próximo ano.

Fator + – O princípio do fim do Hotel do Parque

Fator – – Alguns atrasos na aplicação de fundos comunitários

*Até ao fecho desta edição não foi possível recolher os testemunhos dos autarcas de Sernancelhe e Carrazeda de Ansiães.

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