Confraria do Covilhete realizou cerimónia de entronização dos primeiros confrades

Confraria procedeu à entronização dos primeiros confrades/Foto: Salomé Ferreira

Confraria procedeu à entronização dos primeiros confrades/Foto: Salomé Ferreira

A Confraria do Covilhete procedeu, no passado dia 20 de fevereiro, à entronização dos primeiros Confrades de Honra e Confrades Fundadores, nos Paços do Concelho, em Vila Real.

Criada em julho do ano passado, a Confraria do Covilhete iniciou agora o segundo capítulo com a entronização dos primeiros Confrades Fundadores e de Honra. Cerca de 30 entidades e individualidades vestiram pela primeira vez o traje e as insígnias da organização que representa a iguaria vila-realense.

“Era nosso objetivo poder ajudar aqueles que querem, podem e trabalham nesta arte, a promover esta nossa iguaria e perpetuá-la no tempo”, afirmou Rui Santos, presidente da autarquia, no discurso de abertura da cerimónia. “Espero que este seja um dia em que se escreva história”, acrescentou o autarca.

António Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD, a ser entronizado Confrade de Honra/Foto: Salomé Ferreira

António Fontainhas Fernandes, reitor da UTAD, a ser entronizado Confrade de Honra/Foto: Salomé Ferreira

Para além dos 16 confrades fundadores, foram também distinguidos os primeiros Confrades de Honra convidados a integrar a organização.

Rui Santos, presidente da Câmara Municipal, a ser entronizado Confrade de Honra/Foto: Salomé Ferreira

Rui Santos, presidente da Câmara Municipal, a ser entronizado Confrade de Honra/Foto: Salomé Ferreira

Entre os entronizados estão a Câmara Municipal de Vila Real, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Direção Regional de Cultura do Norte, o Turismo do Porto e Norte de Portugal, as juntas de freguesia de Vila Real e Mondrões, a Adega Cooperativa de Vila Real, e Confraria dos Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro, que apadrinhou a Confraria do Covilhete de Vila Real.

“Acho que o covilhete de Vila Real já merecia uma referência e a melhor homenagem que se podia fazer à gastronomia local era criar uma entidade que aproveitando a excelência, a qualidade e a valorização do produto, possa agora trabalhá-lo na área da promoção turística e associá-lo ao território, é esse o meu objetivo, é por isso que estou aqui”, afirmou aos jornalistas Melchior Moreira, presidente do Turismo do Porto e Norte.

A associação de direito privado e sem fins lucrativos pretende ainda alavancar à boleia do covilhete, outros produtos regionais como o vinho e o barro negro de Bisalhães. Para além da promoção e divulgação do produto a Confraria tem ainda como papel a certificação do produto.

Hilário Oliveira, primeiro subscritor da Confraria do Covilhete/ Foto: Salomé Ferreira

Hilário Oliveira, primeiro subscritor da Confraria do Covilhete/ Foto: Salomé Ferreira

O professor Hilário Oliveira, primeiro subscritor da Confraria do Covilhete, informou que em junho serão entronizados mais confrades, revelando que a certificação poderá ser atingida num trabalho conjunto com o município e a UTAD.

O covilhete é uma empada confecionada com a carne de vitela maronesa, envolvida numa massa folhada. Estes pequenos folhados de carne devem o seu nome à pequena forma de Barro Preto de Bisalhães em que iam ao forno antigamente.

Com mais de 200 anos de existência, o covilhete já não é novidade para grande parte das pessoas. No entanto, continua a ser uma das iguarias mais identificativas e procuradas da gastronomia vila-realense.

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