Douro contesta aumento de plantação de vinha

Casa do Douro e empresas de vinho do Porto contestam decisão / Foto: Salomé Ferreira

Em causa está a decisão tomada pelo governo que visa o incremento na plantação de 150 hectares de novas vinhas, na região demarcada do Douro.  

A Federação Renovação do Douro e a Associação de Empresas do Vinho do Porto, bem como os deputados do PSD de Vila Real e Viseu, já se manifestaram contra esta resolução.

“A decisão do Governo é, pura e simplesmente, um ataque inaceitável aos viticultores do Douro”, afirmou o PSD.

Segundo os dados conhecidos, a Região Demarcada do Douro apresenta, com direito a denominação de origem protegida (DOP), uma área de 39 570 hectares de vinha. Sem direito a produção com DOP, há ainda uma área de 4000 hectares. Com um crescimento de 11% desde 2006 e 22% nos últimos 5 anos, as vendas não ultrapassam 65% da produção anual – 32 milhões de litros.

O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto aprovou uma proposta de limitação em autorizações para novas plantações, há mais de um ano. Já em 2017, o Ministério da Agricultura estipulou regras e critérios de elegibilidade, prioridade e, também, no que respeita aos procedimentos administrativos a ter em conta na distribuição de permissões para plantação.

Os deputados do PSD consideram a autorização “incompreensível, porquanto se sabe que há um crescente excesso de produção na região, contribuindo para a degradação para níveis humilhantes dos preços pagos aos milhares de produtores do Douro, na sua grande maioria pequenos e médios lavradores”. Como tal, exigem ao atual governo “reversão dessa autorização”.

 

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