FAV tem servido para marcar uma “posição” e recebe “cada vez mais pessoas”

Eduarda Almeida, produtora de azeite / Foto: Sofia Costa

Nádia Campos produz mel e participa pela primeira vez na FAV / Foto: Sofia Costa

Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira e José Maria Costa, presidente da Câmara Municipal de Murça / Foto: Sofia Costa

Decorreu de 5 a 7 de maio a 13ª edição da Feira do Azeite e do Vinho (FAV) no município de Murça. O principal objetivo do certame é dar a conhecer o azeite e o vinho da região, que são os elementos de maior produção do concelho, mas também outros produtos regionais. Na abertura do evento esteve presente o Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira.

Os produtos mais representativos em termos de economia local são os reis da festa. O azeite e o vinho dão, por isso, nome ao certame. No entanto, ao longo dos treze anos de FAV têm-se verificado algumas alterações que enriquecem o evento murcense.

Os expositores são agora mais variados e podem-se encontrar além do azeite e do vinho, outros produtos regionais tal como o mel, os queijos, as compotas, a pastelaria e o fumeiro.

“Nem todos os expositores são aqui do concelho, mas também os que vêm de fora trazem uma mais valia, um know how maior à feira”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Murça, José Maria Costa.

Durante a abertura oficial do evento, o edil sublinhou que estas “pequenas alterações que vão dando sempre um complemento maior” à FAV.

A expectativa é “elevada” e José Maria Costa acredita que “todos os empreendedores e expositores que aqui estão vão sair daqui agradados com o que se passou nos três dias”.

Luís Medeiros Vieira, presente na inauguração do evento, afirma que Murça está “ancorado em dois produtos de excelência”. O azeite e o vinho são produtos que têm “mostrado uma dinâmica notável em termos de desenvolvimento”.

“O setor está excelente em termos de dinamismo, os nossos agricultores acreditaram que era possível melhorar a agricultura, acreditaram que este é, efetivamente, um setor estratégico para o país”, sublinhou o Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação.

Para os empreendedores e expositores, a FAV é vista como um meio de divulgação dos produtos regionais e a expectativa é que “que venham pessoas de fora para que essas também fiquem a conhecer o que aqui se produz”, referiu Elza, filha de produtores de azeite e de vinho.

Para esta jovem empreendedora “os produtos daqui estão especiais, principalmente, por serem do Douro que é uma região com muito boas caraterísticas a nível de clima e solo”, opinião que é partilhada por vários produtores da região.

Eduarda Almeida é produtora de azeite e afirma que “as pessoas aderem aqui bem ao produto e no estrangeiro também”. A murcense tira proveito do azeite para fazer, artesanalmente, sabonetes que também são “muito procurados” por quem visita a feira.

Para Nádia Campos, apicultora nos tempos livres, o certame é também importante para “angariar clientes”. A expectativa é “elevada” visto nunca ter feito “uma feira tão grande”.

Para a produtora de mel, a FAV é “muito importante para a região” afirmando que “é uma área de divulgação”.

“Nós estamos fechados em casa ou que tenhamos uma lojinha, ou já somos conhecidos e as pessoas vão lá ou então estão simplesmente abertos e ninguém conhece o produto”, remata Nádia Campos.

O presidente do município constata que “estão a aparecer cada vez mais pessoas, é sinal que estão à espera que este evento aconteça”.

Para José Maria Costa era importante ver melhorada a dinâmica entre os vitivinicultores de forma a embarcar, também, no exterior. Afirmou ao VivaDouro que “neste momento há aqui alguns empreendedores que, de facto, já estão em mercado estrangeiro”.

Para o edil, este feito “significa que estão a fazer um bom trabalho, que estão a aproveitar bem os recursos e o seu produto cada vez é melhor para ganhar esse espaço na concorrência, que é muito forte.”

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