Marcelo Rebelo de Sousa visitou Santa Marta, Vila Real e Sabrosa

Segunda edição do "Portugal Próximo" iniciou em Santa Marta de Penaguião / Foto: Salomé Ferreira

Segunda edição do “Portugal Próximo” iniciou em Santa Marta de Penaguião / Foto: Salomé Ferreira

O Presidente da República iniciou na segunda-feira a segunda edição do “Portugal Próximo”, tendo arrancado a visita por Santa Marta de Penaguião, Vila Real e Sabrosa.

Foi sob um sol tórrido, pelas 10h30 da manhã, que Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido na antiga escola do Concieiro, transformada agora em habitações sociais que acolhem três famílias carenciadas, onde discursou para a população que aguardava ansiosamente a chegada do Presidente da República.

Com o Douro como o pano de fundo e dezenas de crianças a assistir na primeira fila ao discurso do Presidente, as primeiras palavras de Marcelo Rebelo de Sousa foram dirigidas para a juventude, onde explicou que começou a volta do “Portugal Próximo a pensar neles, que são o futuro da terra, mas também nos menos jovens”.

Sublinhando que “é preciso criar condições sociais para prender as pessoas à terra”, Marcelo Rebelo de Sousa revelou que a transformação da antiga escola em habitação social “é um pequeno esforço”.

Na sua visita a Santa Marta de Penaguião o Presidente da República defendeu que a “educação deve ser igual para todos”, elogiando o “bom exemplo” da autarquia Penaguiense, uma vez que o município concede bolsas aos alunos mais desfavorecidos.

Marcelo Rebelo de Sousa foi convidado por Luís Machado, presidente da autarquia de Santa Marta de Penaguião, a apadrinhar o projeto turístico que pretende ligar Portugal de lés-a-lés comparado à “route 66” americana.

Depois de Santa Marta de Penaguião o “Portugal Próximo” seguiu para Vila Real, mais concretamente para a Plataforma da Inovação da Vinha e do Vinho, no Regia Douro Park, onde o Presidente provou vinhos feitos por ex-alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

A prova iniciou com um Alvarinho, “contido mas ao mesmo tempo aprimorado”, tal como descreveu o Presidente, seguindo-se de um tinto e para terminar um Porto.

Ao início da tarde, o chefe de Estado seguiu para Sabrosa onde inaugurou o Espaço Miguel Torga, um edifício do arquiteto Souto Moura. A visita foi assinalada com a atuação do grupo “ Mátria – A Construção de uma Ópera” e do coro dinamarquês, Klarup Girls.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates também marcou presença na cerimónia da inauguração, a convite de José Marques, presidente da Câmara de Sabrosa, afirmando que se associou à ocasião pelo “simbolismo da inauguração deste espaço de homenagem a um poeta de Trás-os-Montes e um grande poeta português”, disse aos jornalistas. “Mas também porque é uma manifestação de reconhecimento a um Governo que liderei, de uma obra em benefício da região e que tem importância nacional”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa e José Sócrates acabaram por se cruzar após os discursos oficiais, sendo que no seu discurso o Presidente da República começou por dizer a José Marques que “fica-lhe muito bem ter gratidão em relação aqueles que, ao longo do tempo, contribuíram para que o espaço em memória do escritor transmontano Miguel Torga fosse possível”.

“Eu acho que as pessoas não podem, nem devem, e o Presidente da República menos que todos, não podem ser facciosos. Ao longo do tempo muita gente contribuiu para certas obras e o reconhecer que contribuíram para certas obras é uma questão de justiça”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República prosseguiu a segunda edição da iniciativa “Portugal Próximo” para Boticas e Chaves e o dia de hoje foi dedicado à região de Bragança.

Veja a reportagem completa na edição de julho do VivaDouro.

 

 

 

 

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