Paulo Portas: “Hoje a agricultura tem futuro, hoje produzimos e exportamos e o Douro sabe-o bem”

Paulo Portas, líder do CDS-PP/Foto: Direitos Reservados

Paulo Portas, líder do CDS-PP/Foto: Direitos Reservados

Portugal vai a votos no dia 4 de outubro. O VivaDouro e o VivaCidade foram conhecer de perto as perspetivas dos cinco candidatos às legislativas, a nível nacional mas também no que diz respeito ao Douro e ao Interior do país. Leia a entrevista a Paulo Portas, líder do Partido Popular. 

Um dos grandes problemas das regiões do interior são as acessibilidades, caso o CDS se mantenha no Governo, que medidas têm previstas para esta área?

Essa é uma batalha que já estamos a travar. Por isso temos apoiado e garantido grandes investimentos no interior do País. Investimentos que têm trazido emprego qualificado e oportunidades, por isso temos, no nosso manifesto eleitoral, o programa para dar mais apoio a quem cria emprego nos territórios de baixa densidade populacional. Mas fizemos mais. Há uma atividade, que não existe nas cidades, que foi desprezada durante décadas, que diziam não ter futuro, que não era para jovens. Estou a falar da agricultura. Hoje, há jovens que regressam ao interior, que se fazem agricultores, que renovam a terra e as terras. Hoje a agricultura tem futuro, hoje produzimos e exportamos – e o Douro sabe-o bem – cada vez mais. É assim, criando oportunidades, que revertemos a desertificação.

Para além das acessibilidades, outro dos grandes problemas das regiões do interior é o envelhecimento da população, que medidas devem ser tomadas com vista a combater a migração dos jovens para os grandes centros urbanos e incentivá-los a ficar no interior?

Penso que deve ser dada liberdade à iniciativa privada para que se promovam linhas de transporte, de acordo com o desenvolvimento do metro e dos outros transportes da área metropolitana. A lógica de transportes públicos deve ser vista de uma forma integrada e que leve a que os cidadãos tenham maior capacidade de mobilização e a preços mais acessíveis; o que só se consegue com a maioreficácia e otimização do sistema atual. Mas tudo isto pode ser alinhado.

 Na hipótese de se manter no Governo, quais são as principais ideias que o CDS tem para Portugal?

Na coligação PSD-CDS, “Portugal à Frente”, temos a ideia clara: Portugal precisa de confiança, porque quando há confiança as empresas investem, e é o investimento que traz novos empregos; e com mais emprego teremos uma economia que continua a crescer. Mais crescimento económico e mais emprego. Sabemos bem que estes últimos anos foram difíceis para todos, por isso agora, que já pusemos as contas em ordem, podemos investir no acesso à saúde, na valorização da educação, no desenvolvimento social e no apoio à natalidade, para equilibrar a demografia.

O que podem esperar os portugueses que decidam votar no CDS?

Quem votar na coligação sabe que está a votar em mulheres e homens que trabalharam e trabalham para libertar o nosso País das dívidas, que sabem entender-se e chegar a acordos, que põem Portugal à frente dos partidos e dos interesses. Quem votar na coligação PSD-CDS pode esperar um País em crescimento, sem fantasias ou experiências, com credibilidade.

Qual é o balanço que faz deste mandato de coligação?

Foram 4 anos muito difíceis para todos. Foram três sob uma troika e um programa de ajustamento, chamados por um estado de quase falência, sob o governo dos socialistas; e um ano já de crescimento, em que provámos que conseguimos cumprir e atingir a liberdade e o crescimento. Hoje parece que já foi há muito tempo… Mas lembra-se quantos não disseram que Portugal não ia conseguir? Que teríamos de pedir um segundo resgate? Não foi preciso. Que teríamos um programa “cautelar”? Não precisámos. Que era necessário mais tempo ou mais dinheiro – e com isso mais dívida? Não só não precisámos como já conseguimos começar a pagar ao FMI, para aliviar os nossos juros.E depois da recessão provocada pelo programa da troika, conseguimos recuperar – o emprego, o crescimento, a economia. Foram muitos os sacrifícios, mas cumprimos os objetivos.

Agora mais virado para o lado pessoal e o seu percurso político, o que fez despertar este gosto por a política?

A minha família. Foram os meus exemplos. Gente de opinião e serviço aos outros, de discussão entre as diferenças e união no que realmente importa.

Que personalidades o motivam diariamente a ser politico?

As personalidades, como Francisco Sá Carneiro, servem como inspiração. Mas o que motiva diariamente é o querer um Portugal soberano, livre de credores, a crescer, a exportar e sem deixar ninguém para trás.

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