Perímetro de buscas aumentou para os mil metros

Seis mortos confirmados em explosão numa fábrica de pirotecnia em Lamego // Foto: Salomé Ferreira

No local estão 88 operacionais, de nove instituições diferentes, apoiados por 29 viaturas. O terreno à volta do sítio da explosão é ainda considerado perigoso devido à presença de explosivos. 

Jorge Gomes, Secretário de Estado da Administração Interna,  anunciou que os meios de busca foram reforçados. Neste momento estão a ser retirados os explosivos da zona onde aconteceu a tragédia para que os operacionais possam pesquisar os escombros onde “pode aparecer algum indício dos desaparecidos”.

Entre as entidades presentes estão equipas do Instituto de Medicina Legal de Coimbra e do Porto. “Estão a tratar da identificação dos corpos encontrados, para que possam ser entregues às famílias”.

O Secretário de Estado recorda que este é um processo que vai ser demoroso porque “há muitos fragmentos de corpos espalhados”.

Até ao momento estão confirmadas seis vítimas mortais e dois desaparecidos, na sequência da explosão na fábrica de pirotecnia de Avões, Lamego.

Recorde-se que, durante a manhã, Jorge Gomes afirmou que a “a prioridade é encontrar as pessoas” mas não se atreve a dizer se há alguma hipótese de encontrar algum dos desaparecidos com vida, nesta explosão que considera “anormal, com uma dimensão inexplicável”.

Seis das oito das vítimas são da mesma família. A mulher e filha do proprietário, Egas Sequeira, tinham saído do local instantes antes da explosão.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já está no local no início em solidariedade com os familiares das vítimas e a todas as entidades envolvidas nas operações de busca.

António Costa, o primeiro-ministro, encontra-se numa visita oficial ao Luxemburgo mas já enviou as suas condolências, através de uma chamada telefónica ao presidente da Câmara de Lamego.

A autarquia de Lamego decretou três dias de luto municipal.

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