Tribol anima fim-de-semana em Vila Real

DSC_9898Disputou-se em Vila Real nos dias 3,4 e 5 de julho, o 8.º torneio de Tribol de Praia da Cidade de Vila Real, que engloba três modalidades de praia: futebol, voleibol e andebol. A Sernor Caixilharias ganhou o primeiro lugar no pódio, seguida da equipa “Nãoélojadoandebol.com” e no terceiro lugar ficou “O Jardim”.

Adriano Tavares, diretor do torneio, fez um balanço “extremamente positivo” desta 8.ª edição, o responsável considera que este ano o “espírito do tribol” esteve presente em todas as modalidades. “Com o passar dos anos as equipas estão envolvidas no espirito tribol, o futebol é a modalidade onde esse tal espírito desportivo nem sempre estava tão presente mas este ano correu mesmo muito bem”, revelou o dirigente do torneio.

Todos os anos é concedido à equipa com maior fair-play o prémio “Espírito Tribol”, sendo que este ano, de acordo com Adriano Tavares, todas as equipas merecem essa recompensa, visto que “não houve situações de indisciplina”, afirmou.

O número de equipas em competição manteve-se o mesmo que no ano passado, no total, foram 16 os grupos em disputa pelo pódio. Em relação ao aumento do número de equipas no futuro, Adriano Tavares, explica que têm “um espaço limitado, não estamos no litoral, tivemos que fazer uma modalidade de cada vez e daí desde o início só aceitarmos 16 equipas, o crescimento não é por aí, nesse aspeto mantém-se. A luta terá de ser sempre na procura da qualidade, uma vez que na quantidade estamos limitados enquanto tivermos este espaço”, declarou ao VivaDouro.

Para além de equipas de Vila Real, o Tribol conta ainda com várias equipas do norte e centro do país, Adriano Tavares referiu uma equipa de Aveiro, que vem desde a primeira edição, para o responsável do torneio, são estas “coisas que também ajudam a fortalecer o evento”.

Adriano Tavares considera que esta “foi a melhor edição de sempre”, a iniciativa deste ano distingue-se “principalmente pela maior envolvência de outras atividades para além do Tribol”, explicou. Com o campeonato como pano de fundo, quem foi até  Codessais naquele fim-de-semana, teve ainda oportunidade de participar noutras atividades. A oferta era variada, desde atividades radicais, que ficaram a cargo da empresa Wind Spiders, vários insufláveis que fizeram as delícias dos mais pequenos, entre outras iniciativas que reforçam o slogan “O Tribol é muito mais”.

A edição deste ano ficou ainda marcada pela realização da TriParty, uma festa que decorreu no sábado à noite, dia 4 de julho, onde atuou Álvaro Costa. No que diz respeito à adesão da parte da população de Vila Real a esta festa realizada no âmbito do torneio, Adriano Tavares revela que esperavam “uma adesão diferente da parte da cidade”, no entanto, o responsável acredita que “a marca da TriParty vai ficar e no próximo ano será melhor”, afirmou.

Em relação às infraestruturas, a bancada ganhou este ano o dobro da lotação, o que fez com que o público a assistir às provas aumentasse em relação ao ano passado. Para além disso, Adriano Tavares, revela que antes do início do evento já esperavam que este ano houvesse mais gente, visto que fizeram uma grande aposta na divulgação do evento, através da distribuição de 15 000 flyers, das redes socais e da comunicação social. “A marca Tribol já não é uma marca de todo estranha, em vila real, na região e alargando um bocadinho mais as fronteiras na região norte e centro do país”, assegurou.

O conceito do Tribol surgiu há oito anos, no verão de 2008, com a ideia de realizar um torneio de andebol de praia em Vila Real. “Tivemos algum receio da recetividade, ou pelo menos de um número de participantes aceitável e na altura surgiu a ideia de juntar estas três modalidades”, explicou Adriano Tavares.

Adriano Tavares, diretor do torneio

Adriano Tavares, diretor do torneio

Tribol solidário

Para além do espirito de equipa e do gosto pelo desporto, o torneio Tribol tem ainda uma vertente solidária. Desta forma, pelo segundo ano consecutivo, a organização do torneio decidiu ajudar a Joaninha, uma menina de Vila Real portadora de uma doença muito rara.

No ano passado a campanha foi “tampinhas para a Joaninha”, este ano a novidade foi a envolvência de uma equipa na angariação de fundos para a causa. Pedro Gamos, um participante de Aveiro, é responsável por um restaurante de Sushi e decidiu levar a iguaria japonesa até Vila Real como forma de reverter as receitas em ajuda para a Joaninha.

“Vimos cá desde o início, para além disso sou pai e estas causas tocam-nos de uma maneira diferente”, explicou Pedro Gamos. “O nosso objetivo não era fazer dinheiro, era tudo o que as pessoas quisessem dar revertia para a Joaninha”, afirmou.

“É o pouco que podemos dar de volta a quem nos dá tanto quando vimos cá este fim-de-semana”, contou o profissional de sushi. A iniciativa acabou por ser um sucesso, “as pessoas aderiram, foi engraçado, muita gente experimentou, eventualmente para o ano podemos pensar em divulgar um bocadinho mais e fazer durante mais tempo”, revelou.

“São gestos destes que nos fazem continuar e nos fazem acreditar que de facto este projeto tem viabilidade, tem crescido de ano para ano e esta parte social é um aspeto a manter e a aumentar se possível”, concluiu Adriano Tavares.

 

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