300 maiores cooperativas a nível mundial com crescimento de 7%

As 300 maiores cooperativas e mutualidades a nível mundial apresentaram uma faturação conjunta de 2,533 mil milhões de dólares, o que representa um aumento de 7,2% , segundo a edição de 2016 do World Monitor Co-operative (WCM).

Os resultados foram apresentados na Cimeira Internacional das Cooperativas realizada nos dias 11 a 13 de Outubro no Quebeque. Na sua 5ª edição, o Observatório WCM continua a ser o único projeto do género, recolhendo e analisando dados das maiores cooperativas e organizações mutualistas a nível mundial, assim como outras empresas dirigidas por cooperativas.

Monique Leroux, presidente da Aliança Cooperativa Internacional, declarou que «o Observatório WCM cumpre este ano a sua 5ª edição e não há melhor forma de o celebrar que o crescimento de 7%, que este ano nos orgulhamos de anunciar” e acrescentou “existe um interesse crescente das cooperativas a nível mundial e necessitamos responder a este interesse com uma promoção adequada do nosso modelo. O Observatório cooperativo mundial WCM enquanto fonte de dados líder a nível mundial das maiores cooperativas e sociedades mútuas, é um instrumento central para a sensibilização, elaboração de políticas, promoção e investigação».

O Observatório refere-se a dados recolhidos de diversas fontes, como rankings nacionais,  rankings sectoriais, bases de dados contendo dados financeiros, informações anuais e inquéritos. No total, foram preenchidos 146 inquéritos por parte de organizações em 39 países, incluindo cooperativas individuais e organismos cooperativos federais. A base de dados desta edição contém informação sobre 2.370 cooperativas procedentes de 63 países. Destas, 1.420 de 52 países contam com uma faturação que supera os 100 milhões de dólares norte-americanos.

As cinco principais cooperativas em volume de negócios são o Crédit Agricole, com 90.21 mil milhões de dólares, uma rede de bancos cooperativos de França; a BVR, com 70.05 mil milhões, uma associação nacional alemã de bancos cooperativos; o Groupe BPCE, com 68.96 mil milhões de dólares, também uma rede de bancos cooperativos de França; a seguradora NH Nonghyup, com 63.96 mil milhões, uma extensão da operação financeira da Federação Nacional de Cooperativas Agrícolas da República Coreia; e a State Farm, com 63,73 mil milhões, uma mútua dos Estados Unidos. A State Farm foi adquirida por Desjardins Group em 2014, após esta da recolha de dados.

O Observatório WCM também apresenta o ranking por volume de negócios relativamente ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita, relacionando os benefícios da cooperativa com o poder de compra do país no qual opera. Neste ranking, que destaca a relevância das cooperativas nos seus países, NH Nonghyup ocupa o primeiro lugar, seguido pela Indian Farmers Fertilizer Cooperative Limited (IFFCO), Crédit Agricole, a cooperativa da saúde Unimed do Brazil e Groupe BPCE.

As 300 maiores cooperativas são de 25 países e contam com uma faturação conjunta de 2,533 mil milhões de dólares norte-americanos, um aumento de 7,2%  em relação aos 2,366 mil milhões apresentados pelo Observatório no ano anterior.

Mais de 32 % destas operam no setor agrícola, 39 % no setor de seguros, 19 % no comércio a grosso e a retalho e 6% nos serviços bancários e financeiros. Algumas das 300 maiores cooperativas encontram-se também ativas na área da saúde e proteção social (1 %), no sector industrial (2%), entre outros serviços e atividades.

O Observatório recolhe dados de cooperativas de todos os continentes demonstrando o importante papel das cooperativas na economia mundial. Tornou-se o principal relatório global para a análise do movimento cooperativo mundial, proporcionando informação para a investigação sobre empresas cooperativas.

Um novo aspeto do monitor deste ano é uma secção dedicada à exploração do capital cooperativo. A secção concentra-se na análise da estrutura de capital das maiores cooperativas mundiais.

Fonte: Aliança Cooperativa Internacional

, ,