Deputados socialistas reúnem com IVDP para conhecerem preocupações do setor

Os deputados socialistas eleitos pelo distrito de Vila Real, Ascenso Simões e Francisco Rocha reuniram ao final da manhã de ontem (01/06) com o presidente do IVDP, Gilberto Igrejas e o presidente da concelhia socialista Manuel Monteiro, na preparação das Jornadas Parlamentares do Partido Socialista.

À saída da reunião, em exclusivo à nossa reportagem, o deputado Ascenso Simões mostrava-se satisfeito com o resultado do encontro, salientando que este encontro se enquadra num conjunto de visitas que os deputados estão a realizar pelo distrito, conhecendo os seus problemas que serão depois apresentados e discutidos nas Jornadas Parlamentares do PS, que terão lugar no próximo dia 18.

“Esta reunião no IVDP integra-se num conjunto de reuniões e visitas que estamos a fazer no distrito de Vila Real com áreas bem diversificadas que servem para preparar as Jornadas Parlamentares do Partido Socialista que irão acontecer no dia 18 e para fazer um ponto de situação dos principais problemas do distrito.

No universo do Douro temos a situação difícil que vivemos neste momento e a antecipação de uma vindima com algumas dificuldades. Estivemos ainda a inteirar-nos do ponto em que está a situação do manifesto, também falamos sobre a promoção da região no contexto internacional e no congresso que vai ser realizado em novembro, a transição de saldos e todos esses pontos que são os que os viticultores têm vindo a levantar, para que os possamos apresentar e trabalhar, em conjunto com o Governo.

Ninguém pode ficar descansado perante a situação que vivemos. Quando temos uma guerra sabemos que os edifícios caíram, que as pessoas morreram e que as fábricas deixaram de funcionar. Com esta circunstância que vivemos hoje, que nunca vivemos igual, nunca sabemos o que vai acontecer amanha, se vamos ter novas ondas, novas realidades, como mudará o panorama internacional, se as pessoas vão viajar ou não, se os hábitos vão mudar… uma situação que não tem enquadramento no história e portanto tudo o que possamos dizer será um atrevimento tendo em conta o desconhecido que estamos a viver.

Há uma coisa que eu gostaria  que as pessoas soubessem, nós estamos e vamos continuar a fazer tudo para que as pessoas não percam rendimento, para que as empresas continuem a funcionar, para que as regiões continuem a sua dinâmica e para que o país continue a ser equilibrado”.

No que diz respeito às medidas que o setor tem vindo a reivindicar para combater a crise provocada pelo novo coronavírus, Ascenso Simões afirmou que as mesmas estão a ser debatidas no Interprofissional, devendo ser este órgão a tomar decisões e apresentá-las à região.

“Neste momento as medidas estão a ser estudadas, tudo aquilo que possamos dizer seria antecipar as medidas que o interprofissional do Douro está ainda a estudar e analisar, e nós sempre tivemos uma postura de total respeito pelo interprofissional, é essa a nossa forma de ver a Região Demarcada do Douro.

Aquilo que nos compete é apoiar a região, defender os seus interesses e acompanhar as suas preocupações, encontrando soluções administrativas para manter a região com uma rentabilidade que seja sustentável para os próximos anos”.

Questionado sobre a Casa do Douro, o deputado socialista afirmou que neste momento os deputados já não têm influência no processo, devendo ser a região e as suas instituições, em conjunto com o Governo, a encontrar a solução que melhor sirva os seus interesses.

“Da parte da Assembleia da República fizemos o que tínhamos para fazer, agora é um universo que já não nos compete. Quem liderou esse processo todo foi o deputado Francisco Rocha que é membro da Comissão de Agricultura e que teve aqui um papel extraordinário de recuperarmos a centralidade da Casa do Douro.

Neste momento os poderes reguladores, o Governo e a região é que têm que regressar às suas dinâmicas próprias e avançar para recolocarmos essa Casa do Douro no sítio.

A nossa parte está feita, assumimos um compromisso com os eleitores, cumprimo-lo na legislatura em que o assumimos, portanto esse ponto, pela nossa parte, está encerrado”.