Movimento Causa do Douro desafia produção a criar petição pública pelo desbloqueio de 10M€ de taxas aplicadas pelo IVDP

O Movimento Causa do Douro, candidato declarado às próximas eleições da Casa do Douro lançou esta semana um desafio à produção com o objetivo de exigir o desbloqueio de 10 Milhões de euros, de taxas aplicadas pelo IVDP, cativos na Direção Geral do Tesouro, que afirma “serem pertença da RDD”.

De acordo com o documento enviado às redações, começa por afirmar que, como movimento cívico, tem assistido “serenamente e atento ao comportamento dos vários agentes económicos, associativos e políticos sobre como poderemos ultrapassar esta fase crítica que se está a sentir na Região”, mostrando-se ainda satisfeito por ver que as suas posições têm sido “tiros de partida importantes para despertar algumas tomadas de posição de agentes associativos com responsabilidades”.

No documento o Movimento torna ainda público que “por iniciativa própria” fez chegar “um conjunto de propostas para análise dos representantes do Conselho Interprofissional da Região Demarcada do Douro”, tendo verificado que “até à data, nem o IVDP, nem os representantes da produção conseguiram alcançar soluções”, assumindo-se preocupado por perceber “que há uma discrepância do sentimento geral da RDD e a falsa sensação que o impacto da Covid-19 pode não ser assim tão negativo”.

Num discurso mais assertivo o Movimento Causa do Douro afirma que o desafio para o lançamento da petição surge em consequência dos “cenários que foram sendo retratados pelos diversos agentes” e pela crença de que os “10 milhões cativos na Direção Geral do Tesouro” são “pertença da RDD”.

“Perante os cenários que foram sendo retratados pelos diversos agentes, resolvemos propor um caminho que clarifique a RDD face ao desbloqueio dos aproximadamente 10 milhões cativos na Direção Geral do Tesouro, que também consideramos serem pertença da RDD.

Na nossa condição unicamente cívica e não tendo, qualquer responsabilidade institucional, pelo menos para já, vimos desafiar quem efetivamente tem a obrigatoriedade de defender a produção, para que seja um pouco mais ambicioso e se deixe de estar sentado perante um tabuleiro de xadrez e consiga ir mais além que palavras soltas para títulos de jornal. Entendemos que é chegada a hora dos agentes associativos que supostamente deveriam defender a produção assumam uma nova modalidade de ação, mais pró-ativa e não reativa. Os viticultores necessitam urgentemente de novos agentes a construir o seu caminho.

Perante o apelo generalizado sobre possível desbloqueio dos aproximadamente 10 milhões de euros cativos à ordem da Direção Geral do Tesouro, provenientes de taxas aplicadas pelo IVDP, ao qual nós também concordamos e também descrevemos nas nossas propostas, entendemos que chegou a hora de fazer mais.

Neste sentido, vimos publicamente lançar o desafio aos dirigentes associativos com responsabilidades de defender a produção que avancem com uma petição dirigida à Assembleia da República, Ministério da Agricultura e Ministério da Finanças. É chegada a hora de provarem que representam claramente os viticultores. Lançado o desafio, queremos deixar bem patente que estamos disponíveis para esse passo e que não avançamos nós porque ainda não temos, reforçamos, responsabilidades institucionais, caso contrário já o teríamos feito há muito tempo. As palavras só fazem sentido se forem transformadas em atos concretos, a nossa Região já anda há muito tempo a viver de teorias e palavras, com um défice de ações concretas muito grande”.