Presidente da Casa do Douro/FRD responde à entrevista do presidente do IVDP

Numa carta enviada hoje ao nosso jornal, o presidente da Casa do Douro/Federação Renovação Douro, António Lencastre, responde às declarações do presidente do IVDP na entrevista dada esta semana ao programa “Para Cá dos Montes”.

SEM REI NEM ROQUE

Definição ou significado de roque no Dicionário… www.infopedia.pt › dicionários › língua-portuguesa › roque (xadrez) fazer roque. Jogar o rei ao mesmo tempo que uma das duas torres. Sem rei nem roque. Sem governo, à toa, à matroca…

Depois de todos nós durienses, preocupados e prevenidos, vermos a crise do covid-19 instalar-se abruptamente na sociedade e na economia do Mundo, do País e da Região do Douro e depois de um início de campanha extremamente duro com uma forte pressão de míldio e outras maleitas só nos faltava um dos responsáveis da Região, o Presidente do IVDP/IP, vir dizer, a público, que não se passa nada…! Que todos os nossos anseios e reivindicações não são problema dele. Isto é incrível…!

Há evidencias que já motivaram todos os atores e responsáveis do Douro a propor medidas e a pedir apoios, não precisamos de gente a contravapor!

Neste momento já há uma situação acumulada, e muito visível, de contração nas encomendas e nas vendas de vinhos do Porto e Douro, a grande maioria das cooperativas, dos produtores engarrafadores e dos comerciantes já o sente na pele, muitos deles estão em layoff, os armazéns estão a abarrotar de vinho que mais evidências são necessárias para se dar o sinal de alerta? É necessário fazer algum inquérito para perceber o que os representantes da Produção e do Comércio já disseram à sociedade?

A Casa do Douro/FRD já propôs ao Governo e ao IVDP/IP quatro medidas essenciais para prevenir o futuro imediato da Região Demarcada do Douro:

  1. Promoção da queima de vinho Doc-Douro em excesso a preços compatíveis com a região;
  2. Criação de uma Reserva Qualitativa de Vinho do Porto que amenize uma possível quebra de benefício;
  3. Investimento em Promoção das marcas Porto e Douro específico para este tempo de crise e pós-crise;
  4. Retorno dos excedentes, da ordem dos 10 milhões de euros, referentes às taxas cobradas pelo IVDP/IP e não utilizadas em favor da Região e que todos os durienses sabem ser seus.

São medidas já propostas, consensuais entre os diversos atores da Região e que, até agora, não tiveram nem o apoio nem a resposta clara do IVDP.

Quem era suposto defender a região aguarda, serenamente, os ditames do Ministério da Agricultura, enquanto a crise se instala!