Clã: “Vai ser um concerto especial para nós”

As portas do Douro Rock abrem às 19:30 mas esta tarde a reportagem do VivaDouro já passou pelo recinto onde teve oportunidade de falar com os Clã, fazendo a antevisão do que será o concerto da banda portuense.

Com um disco novo neste momento a ser preparado, Manuela Azevedo diz que este será um concerto especial para a banda porque o convite já existia há algum tempo.

“Vai ser um espectáculo bastante especial para nós porque já há algum tempo que nos andavam a convidar para vir ao Douro Rock mas a premissa era que viéssemos fazer algo de novo. Agora estamos a trabalhar num disco novo e percebemos que já temos alguns temas novos para apresentar por isso aceitamos o desafio. Por isso há um nervoso miudinho, que também é bom, para apresentar estes temas.

Também recentemente houve uma mudança na composição da banda, com o novo disco dois dos elementos que nos acompanhavam tinham outros projectos em mão e por isso tivemos que trazer duas caras novas, o baterista Pedro Oliveira e o baixista Pedro Santos”, conta-nos a vocalista.

Sobre o novo disco, Hélder Gonçalves, baixista dos Clã diz que é um trabalho que ainda vai a meio mas que irá trazer algo de novo com a banda a explorar novos caminhos, algo que é inerente ao percurso discográfico da banda.

“Temos sempre a vontade de descobrir novos territórios, que nos façam ficar até um pouco desconfortáveis e perceber que não sabemos ainda fazer determinada coisa, foi sempre assim ao longo do tempo o que talvez nos ajude a andar por aqui há tanto tempo. Deixa-nos sempre muito alerta e focados no que estamos a fazer. Este trabalho ainda vai a meio e ainda não sabemos ao certo que caminho ao certo irá seguir”.

Uma das características que distinguem este festival é o cartaz 100% nacional algo que, para Manuela Azevedo é bastante positivo, não só pela relação das bandas com o público mas também dos artistas entre si.

“É muito importante, não só por dar palco a alguns projectos que não têm lugar em outros festivais mas até pela própria comunidade musical, o facto de nos podermos encontrar aqui com alguns colegas, conversar, saber o que andam a fazer é também muito bom e bastante estimulante”.

Quanto ao local do festival, uma cidade do interior, para a vocalista é uma oportunidade de criar algo que chame gente a este território, levando mesmo alguns a trocar as praias litorais pelos encantos do interior.

“Temos um país inacreditável e ainda hoje na viagem, apesar de já conhecermos, não conseguimos ficar indiferentes a esta paisagem, à comida, à forma como as pessoas aqui nos recebem, é tudo uma maravilha.

O facto das pessoas se deslocarem tanto para o litoral faz perder muitas das coisas boas que o nosso país tem para oferecer e este tipo de eventos podem ajudar a habituar as pessoas a pensar que no verão, em vez de irem para uma pria no algarve possam vir para o Douro e ainda assistirem a dois dias de musica nacional, é um trabalho de gigante e de grande resistência que aqui é feito e que nós achamos que deve ser mantido”.

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