Algures a Nordeste 2019

Na sua terceira edição, o Algures a Nordeste – Festival de Dança Contemporânea internacionaliza-se, incluindo companhias de Espanha e do Brasil.

 

No programa deste ano, são abordados artisticamente e com diferentes linguagens, explorando a fisicalidade dos corpos e por vezes em diálogo com o bailado clássico, temas como os mitos de ‘Tristão e Isolda’ e ‘Pedro e Inês’, a poesia de Sophia de Melo Breyner Andresen, a mulher ou a negritude.

A componente portuguesa do festival, além dos duetos referentes a ‘Tristão e Isolda’ e ‘Pedro e Inês’, inclui uma homenagem dupla a Sophia de Melo Breyner Andersen, no âmbito do seu centenário, com espetáculos produzidos pela Dança em Diálogos e pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, coreografados por Fernando Duarte e Vasco Wellenkamp/Miguel Ramalho, respetivamente.

Do Brasil vem a companhia Pé No Mundo, que apresenta ‘Arquivo Negro – Passos Largos em Caminhos Estreitos’, um espetáculo livremente inspirado em algumas personalidades negras importantes mas pouco valorizadas na história nacional do Brasil, procurando garantir-lhes uma representatividade positiva e a possibilidade de recriar imaginários para os corpos negros.

‘Invisible Wires’ e uma coprodução internacional da companhia La Macana (de Caterina Varela & Alexis Fernández), sedeada em Espanha. Trata-se de uma proposta intensamente física, com música ao vivo, dirigida pelo coreógrafo Júlio César Iglésias Ungo.

Outra companhia espanhola, a Maduixa, de Valencia, encerra o festival, com a peça ‘Mulïer’, um espetáculo de dança sobre andas interpretado por cinco bailarinas. Uma produção que pretende investigar os limites físicos com a dança e o equilíbrio, o movimento e a poesia ou a força e as emoções, com as mulheres como ponto de partida e enfoque.

Especialmente para o público infantil foi agendado o espetáculo ‘Cavalo Marinho’, uma peça curta de dança e música dirigida por Madalena Victorino, com cocriação e interpretação de Alice Duarte e Ana Raquel.

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