Douro Rock: 14 Mil aplaudem aposta na música portuguesa 

A terceira edição do Douro Rock levou cerca de 14 mil pessoas até às margens do rio Douro, na Régua, para duas noites recheadas de música nacional, num cartaz apostado no rock ‘n roll mas com uma pitada de hip-hop.

Xutos & Pontapés, The Gift, The Legendary Tigerman, Samuel Úria, Frankie Chavez, Mishlawi, The Twist Connection e Kappa Jotta foram os protagonistas da 3.ª edição do DOURO ROCK que se realizou nos dias 10 e 11 de agosto, em Peso da Régua.

Cerca de 14 mil pessoas aplaudiram os concertos e a aposta num cartaz 100 por cento português, com representantes da nova geração de música nacional mas também nomes consagrados que deram provas de vitalidade.

A receptividade e entrega do público, vindo um pouco de todo o país, aliada à generosidade e talento dos músicos em palco fez desta uma edição inesquecível, com muitos momentos especiais que vão ficar marcados na história do DOURO ROCK.

Com apenas três anos, o jovem festival consagrou-se junto do público, mas também dos artistas que têm agora no Peso da Régua uma paragem obrigatória no Verão.

Abraçados pelo Douro, entre pontes e com um cenário idílico, as diferentes gerações presentes partilharam momentos de felicidade ao som da melhor música nacional.

No final do festival o VivaDouro falou com Miguel Candeias, um dos elementos da organização que se mostrou visivelmente satisfeito com o resultado destes dois dias.

“Tivemos mais gente do que estaríamos à espera. Foram dois dias de muita festa, muita felicidade, no coração do Douro, numa região magnífica, Património da Humanidade. É uma aposta ganha porque provamos que conseguimos organizar um festival de sucesso com um cartaz 100% português, misturando nomes consagrados com alguns mais novos que acabam por atrair públicos de diferentes gerações, e isso é uma preocupação nossa”.

Para o organizador, a realização de um evento como este no interior faz todo o sentido, não querendo ser uma concorrência aos grandes festivais que acontecem em Portugal mas uma alternativa.

“Não pretendemos ser uma concorrência aos grandes festivais em Portugal, de facto queremos ser uma alternativa aos grandes festivais e queremos ser uma boa desculpa (se bem que não é necessário), para atrair mais gente a esta região.

Temos um orgulho muito grande que todos os artistas que por aqui passam saem daqui felizes pelo que estamos a fazer e isso também nos dá motivação para continuar. Saímos daqui todos felizes, os artistas, a organização e em especial o público”.

Kappa Jotta

É ótimo estar aqui. Apesar de termos tocado muito cedo, logo a seguir ao jantar, sentimos que o público esteve connosco e isso é bastante positivo. É muito bom haver esta dinamização do interior para dar a possibilidade a quem aqui está de ver os seus artistas favoritos ao vivo.

Frankie Chavez

A mim dá-me imenso prazer tocar longe de casa, levar a minha música mais longe e o Douro Rock era um festival onde queria vir já há algum tempo porque conheço artistas que já aqui tinham passado e todos me falavam muito bem.

Samuel Úria

Este tipo de iniciativas fazem falta e devem ser valorizadas. É com muito agrado que vejo a música portuguesa a ter cada vez mais destaque nos festivais, em especial nos que ficam mais afastados dos grandes centros, como é o exemplo deste Douro Rock. Faço isto um pouco com espírito de missão para que, quem aqui está, em especial os mais novos, sintam que podem também eles chegar onde eu estou porque também sou de uma pequena cidade do interior, Tondela.

The Gift

Tocar na cidade da Régua é para nós muito estimulante. Somos de uma cidade que esteve habituada a receber palcos mais pequenos, tornes com metade do equipamento, etc, e sempre achamos que se algum dia tivéssemos uma banda grande iríamos fazer o oposto, íamos tentar dar o máximo nesses locais mais pequenos. Tenho a certeza que as pessoas se divertiram connosco e que fizemos aqui uma grande festa.

The Twist Connection

Para nós não faz muita diferença o local onde tocamos, a nossa entrega é a mesma. É ótimo que estas coisas aconteçam no interior, este tipo de eventos não podem só acontecer no litoral, por isso o nosso obrigado a quem acreditou que isto seria possível de fazer acontecer.

Legendary Tigerman

Para mim é sempre maravilhoso tocar em festivais com um cartaz 100% português. É bonito ver a sintonia que neste momento existe entre o público e as bandas portuguesas, não me canso de repetir isto. Por outro lado é cada vez mais importante apostar em coisas que por vezes não são tão óbvias como é o caso deste festival, é um bom espelho daquilo que deve ser feito pelo país. Curiosamente sempre que tocamos antes dos Xutos corre-nos muito bem.

Xutos e Pontapés

Não há muita diferença relativamente a outros locais mas é mais bonito. A primeira vez que tocamos aqui foi há cerca de 20 anos e é sempre bom voltar aqui. É sempre importante organizar este tipo de eventos aqui, mesmo apesar de todas as dificuldades que possam aparecer. A organização tem aqui uma batalha muito dura para levar isto avante, até porque já ouvimos que algumas pessoas se queixam do preço do bilhete (15€), porque estão habituadas a ter concertos à borla mas o Douro Rock está de parabéns pelo que consegue aqui fazer.

 

Veja também a nossa reportagem fotográfica deste festival na nossa página do facebook clicando aqui.

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