Duas centenas de participantes animaram o 8º Jantar Monástico

Na sua oitava edição, o jantar monástico é já parte essencial do programa cultural tarouquense, atraindo muitos visitantes ao concelho que assim têm a oportunidade de ficar a conhecer o Património Cultural do Vale do Varosa.

Realizada no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, a oitava edição do Jantar Monástico bloqueou as reservas três semanas antes do evento por estarem completas as 200 inscrições disponíveis.

“O Jantar Monástico é já uma marca de Tarouca, ano após ano cresce o interesse por este evento e vem sendo normal que, quase a um mês de distância do evento nos vejamos obrigados a fechar as inscrições por atingir o limite máximo de participantes”, afirmou José Damião, vice-presidente da autarquia tarouquense.

A reportagem do VivaDouro esteve no local do evento onde encontrou o Diretor do Museu e Coordenador do Projeto Vale do Varosa, Luís Sebastian que nos falou da dificuldade em organizar este jantar.

“O Jantar Monástico é um jantar temático que já vai na sua oitava edição, como tal, já temos a obrigação de o organizar sem grandes problemas, no entanto, não há dois anos iguais, as pessoas são diferentes, apesar de já termos alguns que repetem a experiência, por isso temos sempre que nos adaptar ao público que temos.

Em termos logísticos esta organização é um pesadelo porque temos que servir 200 pessoas, num espaço que não tem estrutura própria para tal, não temos cozinha ou espaço de catering, por exemplo, e isso tem que ser tudo montado aqui, de propósito, para este evento que apenas acontece uma vez por ano. Obriga a um trabalho muito preciso de organização, ainda para mais porque são muitos elementos, são diversas entidades envolvidas que é necessário coordenar”.

Contudo, Luís Sebastian também nos contou que, de ano para ano, alguns aspetos vão sendo melhorados e, o feedback que recebem do público é muito positivo, dando força para repetir no ano seguinte.

Quem participa neste evento, participa em algo muito mais vasto do que um simples jantar, o programa começa logo a seguir ao almoço com uma série de visitas aos monumentos do Vale do Varosa, passando por locais como a Ponte Fortificada de Ucanha, o Mosteiro de São João de Tarouca ou o local onde tudo termina, o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas.

Para Luís Sebastian, o público que participa nesta iniciativa procura algo diferente, uma experiência que os envolva e de onde possam retirar alguns ensinamentos.

“O público que aqui vem procura um dia diferente, uma experiência diferente, vem à procura de conhecimento e de história, isto num ambiente de descontração e convívio, se bem que ao mesmo tempo falamos de coisas sérias.

É uma forma das pessoas conhecerem a rede de monumentos do Vale do Varosa, através de visitas guiadas que têm uma base científica séria e fiável. Ou seja, num só dia conseguimos associar o elemento sério ao lúdico”, afirma o diretor do Museu de Lamego, concluindo ainda que o jantar é uma forma de “juntar um grupo alargado de pessoas que festejam a nossa herança cultural, o nosso património cultural, a nossa história, apreciando-a e aprendendo”.

Por sua vez, José Damião destaca o elevado número de turistas que este evento atrai e aquilo que essas pessoas levam no regresso a suas casas, mais conhecimento sobre a nossa história, o nosso património e a nossa cultura.

“É importante dar a conhecer o nosso património cultural e os nossos monumentos porque, infelizmente, ainda não são muito conhecidos. Os nossos monumentos não são um conjunto de pedras mortas, são locais que nos contam a nossa história e isso é sempre importante recordar.

Cerca de 80% dos participantes são de fora o que leva a que as pessoas passem cá o fim-de-semana e isso é muito bom para os negócios do nosso concelho porque essas pessoas vêm cá e gastam cá o seu dinheiro”.

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