“Um dia [quase] normal” marca reabertura do Museu de Lamego

Não sendo o contexto favorável à realização de grandes eventos com público, o museu propõe, ao longo do dia, um programa que privilegia o convite à participação dos visitantes e seguidores das redes sociais, em atividades que habitualmente se desenrolam nos bastidores do museu, de acesso reservado.

Nesse dia, que se pretende que seja de celebração e partilha, propomos a participação, pela manhã, no ato de entrega de um importante fragmento arquitetónico – um lintel epigrafado, do século XVII, proveniente do desaparecido Mosteiro das Chagas, de Lamego –  realizada no âmbito de protocolo de depósito de bens, celebrado com a Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios, e que conta com o apoio do Município de Lamego e Junta da Freguesia da Sé e Almacave, imprescindível devido à complexidade dos meios envolvidos na operação de deslocação da peça, desde o jardim do Santuário dos Remédios até ao museu.

Fazendo parte do pórtico em granito que encerrava a capela do Desterro, ereta no claustro do mosteiro, conforme a inscrição, o fragmento vem juntar-se ao numeroso conjunto de bens que o museu conserva com a mesma proveniência, com natural destaque para as capelas em talha dourada, entre peças de paramentaria, ourivesaria, escultura e arquitetura.

Ao início da tarde, odia [quase] normal” prosseguirá com novas entregas: trata-se do lote das primeiras pinturas intervencionadas ao abrigo da campanha de mecenato, Conhecer, Conservar, Valorizar, que, nesta fase do projeto, tem por objetivo o tratamento de conservação e restauro das perto de 60 pinturas que integram o programa decorativo da capela de São João Batista. Regressam ao museu as telas de Santa Doroteia, Santa Bárbara e da Aparição de Cristo a Maria Madalena, ao mesmo tempo que serão entregues, aos cuidados do ateliê da conservadora restauradora Beatriz Albuquerque, mais três pinturas, dando assim continuidade ao projeto, que passa a contar com um espaço de exposição próprio, destinado a acompanhar, a par e passo, o desenrolar dos trabalhos.

Mais ao final do dia, pelas 18h00, será disponibilizado no website: www.museudelamego.gov.pt, e nas redes sociais, o episódio 0 de uma série de documentários, LAMEGO.DOC, realizados pelos estagiários do Curso Profissional de Técnico de Multimédia, que aceitaram o desafio de converter em formato de vídeo o projeto Linha do Tempo de Lamego, desenvolvido há justamente um ano, nas plataformas digitais, numa parceria entre o Museu de Lamego e Castelo de Lamego, com a colaboração do historiador Nuno Resende.

O primeiro visitante receberá um a oferta de boas-vindas. A entrada é gratuita.

Devido às atuais medidas de restrição do número de pessoas em eventos em espaços fechados, o horário das atividades será divulgado oportunamente, no website do museu e redes sociais, sendo a participação nas atividades sujeita a marcação, através de email: mlamego@culturnorte.gov.pt.

Respeitando as orientações gerais da Direção Geral de Saúde, os visitantes devem cumprir as regras de distanciamento social (distância mínima de dois metros lineares para qualquer outra pessoa que não seja sua convivente), e etiqueta respiratória, sendo obrigatório o uso de máscara.

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