Vila-realense quer atravessar deserto polar

Ricardo Carvalho tem 33 anos e o seu gosto por aventura levo-o a entrar na disputa por um lugar entre os 20 participantes que, em 2019, vão atravessar o deserto polar, numa distância de 300 quilómetros.

Criada em 1997 por uma empresa privada, esta expedição é um desafio para os participantes que, ao longo de seis dias têm que percorrer 300 quilómetros com temperaturas a rondar os 40 graus negativos, contudo, ao contrário do que se possa pensar, ela não foi desenhada para profissionais mas sim para qualquer pessoa que tenha um forte espírito aventureiro.

“Esta expedição foi criada para pessoas sem experiência neste tipo de desafios mas com espírito de aventura. Nos critérios de seleção eles pedem sempre que a pessoas tenha alguma preparação, até porque são 6 dias em pé num trenó, mas nada de especial”, conta Ricardo à nossa reportagem confessando ainda que a sua preparação se resume a “caminhadas pela natureza e escalada”.

A ideia de participar já tem algum tempo mas Ricardo apenas este ano decidiu entrar na aventura.

“Descobri isto há cerca de 3 anos mas como havia sempre portugueses a concorrer nunca quis entrar nessa disputa, este ano decidi que seria a minha vez de concorrer, não podia estar só a ver e a votar nos outros”, conta.

Nesta expedição não há uma competição, a ideia é que os participantes trabalhem em equipa para conseguirem chegar ao final.

“A classificação só existe nesta fase em que o público vota, através do facebook, na pessoa que quer que vá, quando chegamos lá não há competição, somos divididos em equipas de quatro elementos, com todo o material necessário e partimos à aventura durante seis dias”.

Lembrando que antes da largada todos os participantes recebem uma breve formação de sobrevivência, Ricardo destaca o inóspito e o frio como maiores obstáculos.

“O desafio é mesmo o inóspito, no fundo é a travessia de um deserto gelado em que muitas vezes as temperaturas descem aos 40 graus negativos. No fundo, ao longo da travessia somos um grupo de quatro pessoas que nunca se viram na vida mas que, para conseguirem chegar ao final têm que trabalhar como equipa, e isso é algo que ajuda qualquer ser humano a crescer”.

Apesar de o desejo ser muito, Ricardo prefere ir com calma e ainda não sente o espírito de quem parte rumo a uma aventura destas.

Por agora, o objetivo é alcançar o número de votos suficientes para ser a escolha das pessoas como representante do Mediterrâneo, tarefa que também se tem afigurado cansativa, até porque os restantes participantes não dão tréguas.

“Esta fase é um pouco cansativa porque tenho que estar sempre a acompanhar a votação, a pedir às pessoas que votem em mim. Felizmente tenho algumas pessoas à minha volta que me ajudam senão acho que nem tinha tempo para dormir”.

Para ajudar o Ricardo a conseguir atingir o seu objetivo basta procurar a página “Ricardo Carvalho for Fjällräven Polar”, no facebook e seguir os passos indicados, até ao próximo dia 15 de dezembro.

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