Melchior Moreira fica em prisão preventiva

O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, é o único dos cinco suspeitos a receber a medida de coação mais pesada.

Isabel Castro, diretora operacional do TPNP, fica suspensa de funções e está impedida de contactar os restantes suspeitos, assim como Gabriela Escobar, contudo, a jurista da instituição regressará ao seu posto de trabalho.

À saída do tribunal, o advogado de Gabriela Escobar, Pedro Meira, classificou a detenção como “exagerada e descabida” porque ficou apenas sujeita a proibição de contactos. “É tão criminosa que amanhã (sexta-feira) regressa ao trabalho”, sublinhou, em declarações à imprensa.

Quanto aos dois empresários também envolvidos, a Manuela Couto, administradora da W Global Communication, foi aplicada proibição de contactos e uma caução económica de 40 mil euros, enquanto José Agostinho, da Tomi World, de Viseu, ficou sujeito a proibição de contacto e a uma caução económica de 50 mil euros.

Em causa estarão ajustes diretos realizados nos últimos dois a três anos que ultrapassam um total de cinco milhões de euros. Com esse esquema, pretendia-se “favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular”, avançou a PJ após as detenções da passada quinta-feira (18/10).

Ainda segundo a PJ, a investigação centrada no Turismo do Porto e Norte “determinou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de quadros dirigentes, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto”.

À Lusa, fonte policial disse que em causa estão crimes de corrupção, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem e participação económica em negócio em procedimentos de contratação pública no Norte do país.

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